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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Avião II

Continuando...

Tão simpática a nossa vizinha de avião, que toda hora ela oferecia alguma coisa para a Ligia. Mesmo com a Li querendo, desesperadamente, dormir! O Pedro estava super agitado e tentando ficar acordado, mesmo já sendo mais de meia-noite. Mas tudo o que a Li queria era dormir e, dormir na classe econômica não é das tarefas mais simples. Mas com excesso de cansaço, qualquer posição vira confortável.

Então a Li começava a cochilar e... "minha filha, você quer o meu cobertor? Eu não vou usar". Aí ela começava a dormir novamente e... "minha filha, dá o meu travesseiro para o menino, eu não preciso.". "Obrigado, não é necessário, ele já está dormindo", respondeu a Li e voltou a cochilar... "olha, a cabecinha dele está caída, é melhor colocar mais um travesseiro". Travesseiro sobrando na cabeça do Pedro, que estava finalmente dormindo acomodado no meu colo.

Finalmente a Li embala no sono até que... "minha filha, estão servindo o jantar, você não quer comer?". Li resolveu comer uma deliciosa salada de repolhos e declinou do peixe de empanado murcho com purê de maçã. Achou que nesta hora ela conseguiria dormir, acomodou-se e... "minha filha...". Neste momento achei que a Li finalmente perderia a compostura e entraria em uma guerra de travesseiros com a senhora. Mas aí veio a proposta inusitada... "vou sentar em outra fila para deixar a poltrona vaga para vocês se acomodarem melhor".

Sério, sei que a Li sofreu com as interrupções, mas ta aí uma boa ação que eu não esperava de ninguém. E a partir daí viajamos confortavelmente em uma fileira só nossa, com quatro cadeiras. Tudo bem que eu, de qualquer jeito, mantive o meu espaço restrito de meia bunda na cadeira, já que o Pedro estava esticado com a cabeça e seus três travesseiros no meu colo. Mas valeu o conforto dos dois. E eu estava tão exausto que acabei dormindo assim mesmo, só acordei com uma pequena câimbra na bunda, mas faz parte.

No final o vôo foi bastante turbulento, a TAP extraviou o carrinho do Pedro, mas correu tudo bem e chegamos ao nosso destino prontos para começar uma nova viagem.

Beijos do papai-duda.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Avião

Viajar de avião com o Pedro não chega mais a ser uma novidade, pois a esta altura já tivemos algumas experiências diferentes com ele. Mas, ao mesmo tempo, cada viagem ocorre em uma fase diferente do pequeno, então as reações diferem um pouco.

Desta vez o Pedro estava empolgado como sempre, mas o vôo estava marcado para bem tarde e ainda atrasou, o que fez com que embarcássemos em um horário bem além da hora em que o Pedro costuma dormir. Mas é claro que a excitação o manteve alerta e acordado o tempo todo. Quando oferecemos um leite para ele, ainda no aeroporto, ele disse: "não, só dentro do avião e o avião tem que estar voando".

Eu estava preocupado (vai uma confissão: eu não tenho o menor medo de avião, mas acho que tenho medo de aeroporto. Sempre fico ansioso com todos os trâmites, achando que alguma coisa vai dar errada) porque não havia conseguido uma fileira de três lugares. Tentei o check-in na primeira fila ou em alguma outra que fosse ocupada por apenas três cadeiras, mas o avião estava lotado, então não tive como mudar os assentos previamente selecionados.

Por outro lado, era a fila 21 e como este é meio que um número de sorte do casal Ligia e Duda, achei que era um bom sinal. Acho que a nossa sorte já estava nos esperando na fila das prioridades, pois enquanto aguardávamos que a fila fosse liberada, um grupo de senhoras simpáticas que estava logo atrás de nós puxou assunto e começou a brincar com o Pedro.

Logo depois fomos selecionados como prioridade dentro da prioridade e passamos à frente na fila (a maravilha de viajar com uma criança pequena! Como Pedro está crescendo, a mamata deve acabar, então está na hora de providenciar outra criança pequena para furar as filas...). Nos acomodamos na fila 21 e logo depois quem chegou para o quarto assento foi uma das senhoras simpáticas que conhecemos antes de entrar no avião.

Achei um golpe de sorte, pois sempre fico preocupado que sente um francês sozinho no assento ao lado. Desculpem o preconceito, mas imagino alguém que sai do verão do Rio de Janeiro após ter economizado vários banhos e que vai ficar carrancudo cada vez que o Pedro der um pulo na cadeira ou soltar os seus gritos de alegria e excitação.

Ter esta senhora simpática foi, para nós, um golpe de sorte. Ou talvez a Ligia discorde um pouco disso, mas o post já ficou bem grande então continuarei contando sobre isso amanhã.

Beijos do papai-duda





segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Intenso

Tenho certeza que já falei sobre esta característica do Pedro e talvez já tenha, inclusive, utilizado este título em algum post. Mas acontecimentos recentes exigem um reforço nesta informação: Pedro é uma pessoinha intensa em seus sentimentos.

Assim como demonstra deliciosamente o seu amor com carinhos, beijos e declarações de "te amo muito", quando o moleque está frustrado é melhor sair de baixo! E muitas vezes a explosão vem de onde menos esperamos. Exemplo destes dias: como vamos viajar tivemos que levar o periquito Rafa para a casa da vovó Beth.

Pedro curte o periquito, mas não parecia dar tanta importância quanto aos seus dragões e rescue bots, por exemplo. Mas no dia de viajar fomos dar uma volta de carro com o Pedro (pra ver se ele dormia um pouco) e aproveitamos para levar o periquito Rafa.

Quando entramos no elevador, Pedro estranhou a gaiola. "Por que o periquito Rafa está indo com a gente?". Expliquei que o deixaríamos estes dias na casa da vovó, porque o periquito não podia ficar sozinho tantos dias. Foi aí que o Pedro ficou revoltado em último grau.

Ele não se jogou no chão como fazem alguns crianças no shopping porque este não é o seu estilo. Mas foi parecido. "Eu não queeeeero!!! É o meu periquito Rafa!!! Eu vou falar para a Vânia, foi ela que me deu o periquito Rafa e eu quero que ele fique aqui!!! É chato, levar o periquito Rafa pra casa da vovó é chato!!!".

Argumentamos, conversamos, brigamos e demos bronca mas o moleque não se conformava. Teve uma hora que ele se distraiu e, como o carro estava andando, acabou dormindo. Dormiu bastante, pois estava cansado. Quando a acordou, qual foi a primeira coisa que ele perguntou? Isso mesmo, se tínhamos deixado o periquito na casa da vovó. Começou tudo novamente e o moleque chorou como se fosse a morte do Optimus Prime.

Beijos do papai-duda


sábado, 27 de dezembro de 2014

Mais sobre a curiosidade infantil

Eu costumo dizer que educar uma criança é full time job. Isso quer dizer que não tem feriado, não tem final de semana e não tem descanso. Como pai, você não precisa (e não consegue) ser infalível. Mas tem que se esforçar para ser coerente e consistente com o que está ensinando ao seu filho, mesmo que naquele momento esteja cansado e, no fundo, preferisse fingir que não viu aquela pirraça que ele acabou de fazer ali no canto. Além disso, educar não é fácil, apesar de ser o melhor presente que você pode dar, todos os dias, às suas crianças.

Dito isso, enquanto escrevia o post de ontem fiquei pensando nesta questão da sinceridade infantil. É difícil explicar para uma criança de três anos que mentir é feio, mas às vezes nem tanto. Em algumas situações, falar a verdade que é feio e mentir é o correto. Mas a vida não seria tão mais simples se adotássemos um pouco desta sinceridade nos adultos também? Veja só, você que já é adulto ganha um presente que não gostou, mas que veio de uma pessoa que você gosta muito.

O que você pensa: "...que bosta de presente. Eu detesto esta cor, não gosto deste modelo e odeio esta loja. Pior que deve ter sido caro e eu não vou poder trocar, porque senão ela (ele) vai saber que eu não gostei..."

O que você diz: "Que lindo! Eu amei! Esta loja é o máximo e esta cor combinado comigo..." (se for uma roupa, você já experimenta para enfatizar que gostou).

O que a pessoa responde: "...ah que ótimo, eu achei a sua cara. Pensei logo que você ia adorar usar no Réveillon!".

Mas, veja só o que ela pensou: "ufa, ainda bem que você gostou... comprei na liquidação do verão passado e não pode mais trocar. Melhor usar logo no Réveillon para não ter risco".

O pior é que você acaba estabelecendo um padrão de presente porque a tal pessoa acha que agradou e vai continuar lhe dando a mesma coisa. Não seria mais fácil dizer a verdade:

- Olha só, eu não gostei. Muito obrigado pelo carinho, mas eu não gosto deste modelo e não gostei da cor também. Eu atá poderia trocar, mas para falar a verdade eu nem gosto muito da loja. Acho melhor você ficar com ela e dar para alguém que vai curtir mais, mas de verdade, fiquei muito feliz de você ter pensado em mim neste final de ano e ter ido comprar este presente. Obrigado pelo carinho.

Aí a pessoa responde:

- Para falar a verdade eu estava tão enrolada que não consegui comprar nada para você. Comprei esta roupa no ano passado e não usei, ou seja, você nem poderia trocar mesmo. Mas eu gosto muito de você e não queria passar o Natal sem lhe dar um presente. Obrigado por ser sincero. Vou fazer o seguinte, deixa passar esta confusão de final de ano que eu compro um outro presente. Aliás, vamos juntos porque vai estar em liquidação e você pode ter problemas em trocar depois, caso continue não gostando do presente.

Pronto! Todos felizes, mais próximos, conhecendo melhor os gostos de cada um e ainda deixaram um passeio marcado para Janeiro. Mas a vida não é tão simples e as crianças, mesmo sinceras, mudam de opinião muito facilmente. No dia seguinte adivinhem qual foi o primeiro brinquedo que o Pedro pegou para brincar? Ganha uma peça de liquidação quem disse "o dragão" primeiro. Ele pegou o dragão na bolsa e me pediu para soltá-lo porque ele estava preso (tirar a etiqueta que ficava em volta do pescoço, eliminando assim qualquer chance de troca). Foi voando com ele para o quarto e achou o tal dragão igual que ele tinha: "veja papai, eles são irmãos!". E assim começou a brincadeira do dia 25.

Beijos do papai-que-gostou-de-todos-os-presentes-que-ganhou



sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A Sinceridade Infantil

Talvez uma das características mais bonitas das crianças seja a sua sinceridade. Talvez a característica mais preocupante das crianças seja... a sua sinceridade. Um dia desses liguei para uma amiga e sua filha pediu para falar comigo ao telefone. Uma das primeiras coisas que ela me disse foi que a mãe estava com cecê. Ouvi a mãe gritando do outro lado "não estou com cecê, só estou suada e ainda não tomei banho!!!". Em quem devo acreditar? Na sinceridade pura infantil ou na "sinceridade política-social" do adulto?

O Pedro ganhou vários presentes e na maioria das vezes ele adorou e ficou apenas contando quais os que faltavam. Ao Papai Noel do dia 24, por exemplo, ele foi explicar que faltava o rescue bot laranja. Mas, em geral, ele gostou muito dos presentes. Teve porém, uma reação que não nos agradou. Ele ganhou um presente e abriu com sorrisos. Viu que era um dragão (ele adora dragão!), pegou, olhou, disse que já tinha e não queria aquele. Terminou o ato jogando o pobre dragão no chão, na frente da pessoa que o havia presenteado. Ainda ficou arisco de vergonha e não quis falar com mais ninguém.

Mamãe Li soube do episódio antes de mim e foi ensiná-lo como devia proceder em situações como essa. Deu uma bronca e disse que ele tinha que ir lá agradecer o presente e se desculpar com a pessoa. Nestes momentos, em que um dos pais está lhe dando uma lição, Pedro costuma recorrer ao outro pai. Quando os dois estão juntos ele chama pelo vovô. Ou pela vovó Sonia. Ou pela vovó Beth. No melhor estilo "e agora, quem poderá me salvar"...

Então ele veio choroso para o meu colo e mamãe me explicou a situação. Daí o diálogo se desenvolveu mais ou menos assim:

Papai: "Pedro, você tem que agradecer e pedir desculpas, vamos lá..."
Pedro: "Mas papai, eu não gostei do presente"
Papai: "Filho, mas o presente foi dado com carinho..."
Pedro: "Espera papai, deixa eu falar com você"
Papai: "Fala Filho"
Pedro: "Papai, e-u n-ã-o g-o-s-t-e-i do presente."
Papai: "Eu sei filho, eu já entendi, mas mesmo assim a gente não pode fazer isso na frente dos outros"
Pedro: "Mas eu já tenho um dragão igual, eu não quero dois iguais. Eu não pedi este dragão"
Papai: "Tá bom, você não precisa dizer que gostou. Mas tem que agradecer o presente e pedir desculpas"
Pedro: (conformado) "Tá boooooom..."

E aí, no meu colo, agarrado como se fosse um filhotinho de mico, ele aceitou dizer "obrigado e desculpa" e dar um beijo no joelho da pessoa que carinhosamente lhe comprou aquele dragão.

Beijos do papai-envergonhado. E obrigado pelos presentes.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Irmãos mais velhos

No final de semana, viajamos com um casal de amigos que tem dois filhos, um de sete e outro de nove anos.

Eles deram muita atenção para o Pedro como se ele fosse o caçula. E entendemos o tamanho do incentivo dos irmãos mais velhos. Podemos dizer que Pedro evoluiu nestes dois dias. Principalmente na piscina. Eles resolveram ensinar o Pedro a nadar e, alguns mergulhos depois, não é que ele estava nadando mesmo? Pequenas distâncias, mas com destreza.

Lembrei que há duas semanas comentamos, com preocupação, o fato do Pedro não estar batendo o pé direito na natação e de estar inseguro de soltar a mão do professor.

Além de mestres, os meninos foram grandes amigos. Conversaram, brincaram, viram filme juntos e o mais novo quis ficar com o Pedro para ele dormir. O que nos deu a oportunidade de poder conversar e tomar um vinho à noite como bons adultos que somos.

E, durante o último almoço, o mais novo falou: “Mamãe, o Pedro é muito legal. Podemos ficar com ele e dar meu irmão para a tia Ligia?”.

Foi um final de semana muito, mas muuuito legal.

Mamãe com alguma moral, antes dos amigos chegarem.




quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Outro gato no sapato do Pedro

E não é só a Didi que passa por momentos inusitados. Sexta à noite, contamos com a ilustre presença do dindo e da tia Mari. Se ele é figurinha difícil, acho que agora some de vez! 

Pedro se divertiu demais, até o dindo levantar a bandeirinha branca.


Este é o dindo

Ou era!

"Continua vivo? Vou cuidar disto."

Pronto, acho que agora consegui.
Opa! Deita Deita!

É, não basta ser padrinho!






segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Gato e Sapato

Já escrevi um milhão de vezes neste blog sobre a relação maravilhosa do Pedro com a didi. Eu sei que já está até ficando meio enjoativo, mas há alguns finais de semana tirei uma foto que não me deixou escolha... preciso publicá-la e escrever sobre ela no blog. A foto é esta logo aqui abaixo...

Notem que o tamborete está atingindo a didi na mosca!


Não sei de onde vem a expressão "fulano fez ciclana de gato e sapato". Mas sei que ela descreve muito bem o que a didi permite que o pequeno faça com ela para que possam se divertir. As brincadeiras, muitas vezes, são dolorosas ou doloridas (e eu posso afirmar isso por experiência própria), mas é sempre muito divertido. Obrigado, didi, pelos sorrisos que você arranca do moleque.

Ah, tem um vídeo também...



Beijos do papai-duda.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Conta uma estória

Fazer o Pedro dormir nunca foi uma tarefa simples. O moleque luta para ficar acordado e nós precisamos usar nossas armas para conseguir que ele durma. Tapinha no bumbum, mãos dadas, cafuné, música... tudo isso já foi bastante utilizado, mas a última mania é contar uma estória. Na verdade, isso não é novidade, mas agora está mais frequente e com um novo ingrediente: é o Pedro quem escolhe a estória.

Isso, é claro, criou uma certa dificuldade para o papai. Antigamente eu geralmente recorria à estória do João Pé de Feijão porque, além de conhecer bem já que o meu pai sempre contava esta, é uma estória longa e geralmente rendia o tempo suficiente para o moleque dormir. Além disso, eu já tinha criado os meus truques para dar ainda mais sono ao Pedro. Eu contava mais ou menos assim (em uma voz baixinha e o mais monótona que eu consigo fazer):

"Era uma vez um menino chamado João.
O pai e mãe de João trabalhavam muito mas mesmo assim eles moravam em uma casa bem pequena.
A casa tinha um quintal pequeno, uma sala pequena, um corredorzinho pequeno, um banheiro pequeno e um quarto pequeno.
Papai e mamãe dormiam na sala porque no quarto o João dormia com seus avós.
Era o avô pai de sua mãe, a avó mãe de sua mãe, o avô pai de seu pai e a avó mãe de seu pai..."

No ritmo que eu contava, esta parte já levava uns quinze minutos. Era comum o Pedro dormir antes que o João plantasse os tais feijões mágicos! E eu contava mais ou menos no piloto automático, muitas vezes em estado intermediário entre cochilando e acordado. Mas agora o guri me ferra com pedidos assim:

"Papai, papai. Conta uma estória? Mas eu vou escolher... eu quero... eu quero... a estória do Ninja Go quando eles entram na caverna da serpente e encontram o monstro de olhos vermelhos" (hein?) ou "eu quero a estória dos Irmãos Krats que tem o caracal". Isso, caracal, um gato africano com orelhas longas e que salta muito alto para pegar galinhas d'angola selvagens. Não confunda, por mais sono que você estiver, com caracol !!!

Pois é, às vezes eu confundo. Aliás, muitas vezes a estória segue um rumo meio inusitado:

Papai: Era uma vez dois irmão chamados Cris e Martin que viviam explorando a savana africana. Eram os irmão Krats, que um belo dia encontraram... é... é... [sono batendo]...

Pedro: Papai, conta!

Papai: Hã... quem... é o João Pé de Feijão...

Pedro: Não papaiê! Os irmãos Krats! Conta, contaaaaa!

Papai: Ah sim, os irmãos Krats estavam na savana... na savana africana... e viram... é... viram um gato caracal... aí, de repente... amanhã preciso passar no banco... e os caracóis... alô, quem fala?... já vai descer do ônibus?...

Pedro: Papaiê! Acorda! E conta a estória!

Beijos do papai-com-sono


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Emocionei

O blog mais uma vez está sendo deixado de lado pois esta época do ano é sempre cruel para o casal em termos de trabalho. Mas hoje tive que negligenciar um pouquinho as tarefas do dia para registrar o ocorrido.

Pedro há bem pouco tempo não podia ouvir falar em irmão. Toda vez que perguntávamos sobre ele querer um irmão, a resposta era curta e objetiva “não”. Depois ele começou a gostar da ideia, mas se o irmão já viesse grande.

Agora, ele considera bebês dividindo espaço com ele. Acho que, como temos três tias na creche grávidas, além de duas mães de amiguinhos, Pedro já fala no assunto com frequência.

Hoje de manhã ele começou falando que na minha barriga ia ter um bebê chamado Alice. E, na sequência, veio a parte emocionantemente assustadora. Foi mais ou menos assim:

“Mamãe, vai ter um bebê na sua barriga. É a Alice.”
“Que legal, meu amor, adoro Alice.”
“E vai ter o Pedro Paulo também. Ele parece comigo. Ele não é um monstro, mamãe. Ele é de verdade”.

Oi? Quem? Como? Fiz uma rápida pesquisa mental e não me veio nenhum Pedro Paulo na escola, na natação ou nos filmes e desenhos que ele costuma ver. Nunca chamei o outro avô de Pedro Paulo. Frio na barriga e muita emoção.

Comecei o dia feliz, cheia de deliciosas recordações.



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Escalador

É muito bom quando temos a chance de deixar a curiosidade da criança solta e vê-la interagindo com um ambiente que não está acostumada e cheio de novidades. Acredito que a criança seja uma esponjinha vivendo constantemente novas sensações e tendo contato com novas e interessantíssimas informações. Quando eles são bem pequenos, tudo é novidade. Como deve ser interessante e curioso ver uma formiga pela primeira vez! Caminhar na terra ou segurar um punhado de areia... ouvir um pássaro cantando... provar o doce, o salgado, o amargo...

Com o tempo a criança continua curiosa, mas nem tudo é novidade. A primeira vez que o Pedro viu o peixe de bocão no Jardim Botânico ele ficou impressionadíssimo. Agora ele ainda curte bastante, mas beleza, parece que não tem nada a mais para descobrir sobre o tal peixe de bocão. Até que um dia ele descobre algo novo, é claro.

Mas, sem alongar tanto, acho que uma das melhores coisas que podemos fazer pela educação de nossos filhos é proporcionar, sempre que possível, este encontro com o novo. Deixá-lo explorar, olhar o chão, tocar em coisas novas. Tá bom que não precisa colocar cocô de passarinho na boca, tem um limite é claro. Mas quanto menos limite for possível e (razoavelmente) seguro, melhor.

Então, pensando nisso, convidei o Pedro pela primeira vez para subir o morro que fica atrás da casa em Terê. Pedro já havia subido algumas vezes até o canil, mas nunca tinha passado dali. Provavelmente nunca nem tinha notado que havia mundo após o canil. Mas desta vez eu perguntei se ele não queria subir mais e ele, claro, adorou a ideia.

Foi ótimo porque ele foi olhando tudo e perguntando um monte de coisas. Volta e meia ele soltava uma interjeição de "Hã, o que é isso?!" e abaixava com a cara bem pertinho do chão para olhar uma folha diferente, uma formiga com asas, um pedaço de galho no chão ou um "abacaxi criança" nascendo no meio de "folhas que espetam". Mamãe foi junto e estava preocupada com cobras (tenho certeza que a vovó Sonia, por exemplo, está com vontade de me interditar enquanto lê este post...) mas o Pedro logo disse "não tem problema" e foi subindo com suas botas até onde não dava mais, porque começava a mata fechada.

No final, quando já estava bem lá em cima, de repente ele vira-se e começa a descer o morrão correndo em disparada. Neste momento eu saltei com a agilidade de um elefante descendo uma escada, mas consegui segurar seu braço antes que a corrida virasse cambalhota e a cambalhota virasse sobrevoo. E é nessas horas que eles soltam as pérolas que fazem o susto valer a pena...

Pai: Calma Pedro, calma! Assim você vai cair e se machucar!
Filho: Peraí papai, não tem problema, porque eu sou um escalador!

Beijos do papai-duda

Não foi só o morro que o Pedro resolveu escalar.

Acho que ele sabia que o vasco ia subir
e resolveu subir também...

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Com os dindos é mais legal 2

Outra coisa engraçada que acontece quando estamos acompanhados dos dindos é que o Pedro quer aproveitar para fazer coisas com eles. Só com eles, sem papai e mamãe. Sempre ouvimos frases do tipo "você fica" ou "vai lá" (apontando para bem longe) porque ele está com didi e titio ou dindo e tia Mari.

O engraçado é que, muitas vezes, são coisas legais. Tipo brincar no quarto ou passear por algum lugar. Outras vezes são experiência inéditas e inesquecíveis para os dindos como tomar banho, fazer coco ou xixi! E os dindos vão felizes, mas sem a menor experiência.

Domingo passado, por exemplo, Pedro estava se negando a ir fazer xixi antes de sair do restaurante. Sabíamos que isso significaria cueca molhada logo que entrasse no carro. "Insistimos" e eu estava quase passando para o "obrigamos" quando ele olhou para o dindo e disse que queria ir com ele.

Dindo foi, mas pediu socorro com os olhos e eu decidi ir junto. Chegando no banheiro, que era minúsculo, Pedro quase esbarrou em um cliente que estava usando o mictório. Mas indiquei ao dindo que a melhor opção era mesmo a cabine, para o Pedro fazer xixi em pé, mas no vaso sanitário.

Daí para frente eu fiquei dando as instruções em voz alta enquanto ele ia "manejando" o afilhado no ato. Pedro não emitiu um som, não disse uma palavra. Então só eu e o dindo ficamos dialogando e eu imaginei o que uma pessoa fora do banheiro, sem saber que havia uma criança envolvida na operação, iria pensar...

dindo: "E agora Duda?"
papai: "Abre a calça e abaixa até o final da perna..."
dindo: "Peraí, tô abrindo..."
papai: "Isso, encosta no vaso para não pingar nas pernas... segura o pinto para o xixi não sair desgovernado!"
dindo: "Opa, tá na mão..."
papai: "Quando acabar passa o papel, sobre a calça e vem lavar as mãos..."

Beijos do papai-que-passa-por-cada-uma...

Vou ligar pro dindo vir aqui fazer xixi comigo...

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Com os dindos é mais legal

Pedro adora e curte bastante seus dindos, o que significa que fizemos uma boa escolha. Sempre que ele tem oportunidade, nos demonstra isso. No final de semana retrasado, por exemplo, ele ficou mega chateado porque achamos que encontraríamos a didi e o titio mas, por uma falha de planejamento, acabou furando.

No domingo a noite, na hora de dormir, ele falou "Ué, não vi a didi. Quero ir na casa da didi!". Explicamos que estava muito tarde, mas que outro dia iríamos. A semana ficou tumultuada porque o Pedro ficou gripado e com bronquite, mas no meio da semana, também na hora de dormir, ele perguntou "no sábado vamos visitar a didi?".

No sábado não visitamos a didi, ficamos em casa para completar a recuperação do guri e recebemos a Clarinha, que brincou à beça com o nosso pepê. Mas no domingo didi e titio foram lá em casa divertir (e se divertir com) o Pedro. Depois fomos almoçar com o o dindo e a tia Mari (vovô e vovó foram também). Mas, antes de sairmos para o almoço aconteceu algo inusitado.

Pedro estava assistindo Recue Bots, já pronto, enquanto esperava mamãe e papai terminarem de se arrumar. Quando acabou o episódio que ele estava vendo, como de costume, disse que queria ver mais um, "o último". Prevendo uma extensa negociação, falei que poderíamos ver na volta porque estava na hora de ver o dindo e a tia Mari. Ele simplesmente respondeu "tá bom", desceu da cama e saiu.

Este é o poder de atração dos dindos atuando.

Beijos, papai-duda


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Quem decide

É sempre importante ter pelo menos uma pessoa de decisão em casa. Lares desprovidos deste tomador de decisões não evoluem, não vão para frente e não saem do lugar. Lá em casa não temos este problema. Ou melhor, não temos mais este problema. No final de semana passado, por exemplo, fomos dormir na sexta-feira certos de que iríamos viajar para a serra. O plano estava claro: acordamos cedo (como sempre, desde que o pequeno chegou em nossas vidas), arrumamos tudo rapidinho e partimos para a serra.

Quando acordamos, parafraseando nosso guri, "estava um dia lindo"! A Li foi a primeira a fraquejar. Aquele sol todo nos chamava para a praia, o que faríamos na serra?! Posso quase jurar que ela começou a sentir cócegas pelo corpo, como se fosse uma alergia chegando. De repente a vejo telefonando para a central de reservas de um hotel na praia. A resposta que recebeu do vigia que atendeu ao telefone àquela hora da madrugada foi que ela deveria ligar mais tarde, depois das 8:00h (sim, isso tudo antes das 8:00h da manhã!!!).

Então começou a saga. "Vamos para a serra?", "vamos para a costa verde?", "vamos à praia aqui no Rio?", "vamos à praia em uma cidade próxima chamada Barra da Tijuca?". Confesso que também não tinha uma decisão formada na minha cabeça. Para falar a verdade, todas as opções estavam me dando preguiça àquela hora da manhã.

Comecei a arrumar a minha mala para a serra enquanto via a Ligia digitava freneticamente no celular. Não sei bem se ela estava pesquisando o Clima Tempo, trocando WhatsApp com São Pedro ou jogando dados virtuais para ajudar na decisão ("vou jogar o dado, se der ímpar vou para a serra. Se der par vou para a praia... 1,2,3 e... ímpar... vou jogar de novo... par... ok, melhor de três!"). No meio da minha arrumação troquei o foco para hotel na praia. Voltei para serra. Guardei tudo e peguei a sunga e o chinelo para ir à praia. Tirei tudo do armário novamente...

No meio disso tudo o Pedro estava calmamente assistindo "a uma televisão". Ele deve ter assistido um episódio de Rescue Bots, depois escolheu sozinho, sem pestanejar, um episódio de Ninja Go. Totalmente alheio aos nossos devaneios, ele curtia o seu momento. Até que nossa cabeça já estava quase explodindo de indecisão e resolvemos recorrer ao oráculo: "Pedro, onde você quer ir, serra ou praia?".

"Praia". Levantou-se e foi para o quarto escolher uma sunga. Simples assim.

Beijos do papai-duda

O moleque adora praia!

Nós também...


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Tiradas

Haja concentração quando temos que brigar com o Pedro. As respostas e intervenções durante o debate de qualquer questão estão muito engraçadas.

Papai: “Pedro, hora de fazer xixi”
Pedro: “Não estou com a vontade”
Papai: “Claro que está, Pedro”
Pedro: “Ah, tá bom”
Papai vai pegá-lo no colo para levar ao banheiro..
Pedro: “Papai, olha, tenho pernas. Vamos tentar de novo.”

Mamãe: “Pedro, não acredito que você fez isso. Isso é maldade. Mamãe acabou de arrumar tudo. Estou cansada, filho. Fiquei triste.”
Pedro: “Eu também estou triste.”
Mamãe: “E por qual motivo?”
Pedro: “Porque você está falando assim comigo”
Mamãe: “Mas você fez bobeira com a mamãe, filho. Foi te deixar um segundo sozinho e você vira todos os cestos de brinquedo no chão, sabendo que já é hora de dormir.”
Pedro: “Viu, você continua falando assim comigo. Não posso ficar feliz.”

Mamãe: “Pedro, quem te deu estes presentes?”
Pedro: “Vovô”
Mamãe: “Não estamos no Natal ainda... vou colocar este vovô de castigo.”
Pedro: “Não vai não”
Mamãe: “Vou sim”
Pedro: “Não vai não, ele é meu vovozinho querido.”


E esta doce criaturinha só tem 3 anos! Nem posso imaginar o que me espera J


"Pedro, senta aqui no chão pra brincar."
"Tô muito cansado pra isso, mamãe".

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A sinceridade infantil

Em um destes dias que o Pedro ficou doente e não foi para a escola, mamãe me pediu para comprar um presente para ele antes de voltar para casa. Passei em sua loja favorita e comprei uma massinha de modelar. Só que eu comprei aquelas massinhas que vêm com acessórios e que ele pode fazer massinha de várias formas (acho que chama-se fábrica mágica ou algo parecido). Depois de muito se divertir com a massinha, Pedro resolveu levá-la para o banho para ver o que acontecia no chuveiro.

Apesar de não ter certeza do que aconteceria, tinha uma vaga suspeita de que isso estragaria o material. Mas, como acho importante dar asas à curiosidade do moleque (e à minha também), não o impedi de levar. Conclusão: a massa ficou melecada e foi parar no lixo. Alguns dias depois eu fui a uma papelaria comprar algumas coisas para o escritório e dei de cara com massinhas vendidas de forma "avulsa", ou seja, sem os acessórios mágico-fantásticos que encarecem o produto. Resolvi levar uma para o Pedro.

Quando cheguei em casa, depois de fazer festa e brincar um pouco com ele, lembrei da tal massinha e falei:

Pai: Ah Pedro, eu comprei uma coisa para você hoje!
Filho: É presente?

Pai: É filho. Mais ou menos. Comprei uma massinha já que a sua estragou.
Filho: Êba! Onde está? É do McQueen? (estava se referindo ao Relâmpago McQueen, o carro vermelho personagem principal do filme "Carros", da Disney).

Pai: Não filho, é só a massinha mesmo. Para você poder brincar com a sua fábrica!

Neste momento eu já estava falando com uma voz meio exaltada, ligeiramente estridente e totalmente ridícula, pois já tinha percebido a cara de decepção do moleque. Mesmo tentando compensar com o tom e o jeito de falar, Pedro nitidamente murchou ao ver o potinho de massa sozinho...

Filho: Ah, só a massinha?...

Aí neste momento ele pega o potinho da minha mão e, com aquela cara que as crianças fazem quando ganham uma cueca amarela na véspera de Natal, correu para a mãe dizendo "Mamãe, mamãe, olha o que o papai comprou. Foi só a massinha. Ahhhhhh...". E se vocês acham que parou por aqui? No dia seguinte, logo que acordou e fomos brincar em seu quarto, ele olhou no fundo dos meus olhos e disse serenamente: "papai, foi só a massinha"...

Beijos do papai-que-já-deu-presentes-mais-impressionantes


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Pegando carona no post de ontem...

Desde pequeno, propositalmente lançamos algumas palavras ou frases em inglês, que pudessem ser incorporadas no dia a dia do Pedro e, desta forma, contribuir para um aprendizado mais fácil da língua no futuro.

Historicamente, besteira se aprende mais fácil e claro que o pequeno sabe encaixar muito bem o “dammit” nas situações. Praticamente logo que aprendeu a falar, ao brincar com o Buzz, Pedro gritava “to infinity and beyond”.  Apesar de no filme ele ouvir “ao infinito e além”, o boneco que ele tinha foi comprado há uns 15 anos pelo papai nos EUA.

Tio Pi certa vez nos deu a dica de deixar o Pedro assistir filmes em inglês, de vez em quando, para já ir se familiarizando com este outro idioma. Resolvemos fazer isto. E o resultado foi bem interessante. Ele tenta repetir os diálogos e esta semana pegamos ele falando enquanto assistia “You´ve got it/ All together”.

Se ele enrola a língua para falar em português imagina em inglês! É imperdível J

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Livros

Os diálogos estão cada vez mais interessantes e ricos. Ontem, a dona da MalasArtes – uma senhorinha fofíssima, que deve ter inaugurado esta agradável livraria infantil junto com a abertura do shopping, em 1975, em comemoração ao nascimento de seu primeiro neto -  comentou como o vocabulário do Pedro era extenso para a idade dele. E mamãe respondeu, transbordando de orgulho, ‘é que ele “lê” muito’.

É uma grande verdade que Pedro adora livros e nos pede para ler, pelo menos, uns quatro por dia para ele. O mais divertido é que, de vez em quando, ele se arrisca a “ler” alguns trechos para nós e fico só viajando na imaginação do pequeno. Bem legal.

O que provavelmente se repete na escola, quando Pedro escolhe qual livro ele vai levar para a tia ler. E quando vamos leva-lo no dia seguinte, descobrimos que ele ajudou no momento de contar para a turminha.

Espero que este hábito dure a vida toda, pois devo confessar que me dá certo frio na barriga quando recebo emails da juventude atual e penso que pode ser o Pedro no futuro. Não há um só texto sem erro. Falta de leitura ‘concerteza’. Esta é clássica. Pasmem.

No que depender de mim, Pedro vai gostar bastante de todo o tipo de leitura e será tão cultinho quanto o papai, outro grande orgulho da mamãe.

Pedro e o amigo João curtindo uma boa
leitura no Planetário :-) Delicia de manhã!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Saudades do Moleque

Esta está sendo uma semana punk de trabalho. Trabalhei no sábado e vou chegar em casa tarde na maioria dos dias, provavelmente depois que o Pedro já estiver dormindo. Sei que isso não será um motivo de trauma para ele, pois ficamos bastante tempo juntos e vivemos intensamente estes momentos, que são deliciosos. Mas é claro que a saudade bate forte nestes momentos.

Sempre bateu, mas agora o moleque se manifesta, o que deixa tudo um pouco mais sofrido. Estou dando aula uma vez por semana e chegando tarde em casa. Na semana passada, por exemplo, Pedro perguntou para a mamãe:

Pedro: "Mamãe, onde está o papai?"
Ligia: "Ele está trabalhando filho."
Pedro: "Hoje é o dia dele não chegar?" - é neste momento que a gente desmorona, né?
Ligia: "Não filho, o papai vai chegar. Mas hoje ele chega tarde e nós já estaremos dormindo..."
Pedro: "Mas, por quê?"
Ligia: "Porque é assim mesmo, meu amor. Tem dia que a gente precisa trabalhar um pouco mais e acaba chegando tarde."
Pedro: "Mas ele vem?"
Ligia: "Vem sim, filhote. Agora deita a cabecinha, fecha os olhos e vamos dormir tá?"
Pedro: "Mas por que o papai vai chegar tarde?..."

Neste dia eu cheguei e ele tinha acabado de dormir quando a Li me contou o diálogo. Fui lá acordá-lo para ele ver que eu tinha chegado... mentira! Não sou louco e não fiz isso, mas tive "a" vontade.

No sábado, ao contrário, precisei sair bem cedinho, antes dele acordar. Pouco tempo depois recebo a mensagem da Li contando o novo diálogo:

Pedro: "Mamãe, onde está o papai?"
Ligia: "Ele está trabalhando filho."
Pedro: "Oh não, de novo nããããão..."

Beijos do papai-duda-com-saudades-e-querendo-jogar-tudo-pro-alto

Passeando sobre as pedras do MAM.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Tem que saber o seu lugar!

Educar uma criança para o mundo é um trabalho enorme, pesado e diário. Mas é também um trabalho gratificante, principalmente quando vemos um resultado tão claramente.

Uma das coisas que precisamos ensinar é que as crianças saibam o lugar delas na casa. Vocês entendem o que eu estou querendo dizer? Tipo: "menino, ponha-se no seu lugar". Afinal cada um tem um lugar na hierarquia social da casa. Papai, mamãe, Pedro e até o periquito Rafa...

O Pedro já aprendeu o lugar dele. Ou, para ser mais sincero, os lugares. Já é o "meu quarto" pra cá, a "minha cama" pra lá... mas recentemente ele conquistou um outro lugar. Tá bom, na verdade sempre foi dele, mas agora ele chama de seu.

Que lugar é esse? É aquele espacinho da cama de casal que fica entre papai e mamãe. Na verdade o melhor lugar da cama, já que é o único que o ocupante não precisa se agarrar aos lençóis para não ser cuspido ao chão. E sabem porque estou dizendo isso? Porque agora o moleque fala claramente quando quer tomar o leite em nosso colo...

"Papai, senta aqui no meu lugar..."
"Aqui filho, já estou..."
"Não papai, aqui no meio, no meu lugar!"
"Tá bom, tá bom..."

Beijos do papai-duda


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Garoto TPM

Não é justo! Desde que nós meninos viramos adolescentes, aprendemos que vamos conviver com a TPM. Todas as meninas quando viram mulheres, passam a ter alguns dias no mês com TPM. Quer dizer, quase todas. A minha mulher é diferente, ela fica calminha quando está com TPM (sabem, acabei de fazer as contas e não acho prudente irritá-la esta semana...). Mas, enfim, quase todas as mulheres têm esta tal de TPM.

Se por acaso algum jovem e inocente menino estiver lendo este post e ainda não souber do que estou falando, vai uma rápida explicação: TPM é um período em que a mulher ganha o direito de escorraçá-lo por qualquer coisinha e colocar a culpa nos hormônios. Com o tempo você deverá aprender os sinais e tomar providências para que nada abale a sensível estabilidade mental dessas criaturinhas lindas durante o período da TPM.

Pois bem. No auge de meus quase 14 anos de casado e mais uma vida inteira namorando, já me sentia preparado para isso. Até que descobri que o Pedro também tem TPM. Sério! Não é justo, é? Só que a TPM do Pedro, neste caso, foi "Tensão Pós Medicamento". A causa é bem diferente, mas o efeito é parecido. Logo depois que o Pedro começou a tomar um remédio por conta da bronquite, ele mudou o seu comportamento.

Acredito que o remédio o deixe mais agitado, nervoso e irritado. Com isso, qualquer coisinha era motivo para uma explosão. Chamá-lo para o banho, tentar colocar um sapato para não pisar no chão frio, desligar a televisão para dormir... tudo isso virou motivo de gritos histéricos que não são comuns ao Pedro. Sabem a Super Nanny e suas crianças? Então, passamos por uma semana deste tipo lá em casa e, quer saber, é bastante cansativo.

Uma noite, por exemplo, foi o extremo da esquisitice. Estávamos eu e Pedro deitados em sua cama, prontos para dormir. Ele pediu para eu contar uma estória de robozinho (Pedro agora está super curtindo o desenho dos Transformers Recue Bots). Como o desenho é novo pra gente, eu ainda não sei o nome dos personagens. Então comecei a contar que "era uma vez um menino que morava em uma ilha onde os robôs de resgate pousaram, chegando do espaço. Este menino se chamava... (qual é mesmo o nome dele?...) ...é..., se chamava Pedro...".

O moleque, que estava deitadinho serenamente, deu um pulo e começou a gritar que o nome do menino não era Pedro. Tentando recuperar o controle antes que algum vizinho chamasse o Exorcista, pedi desculpas e inventei um nome americano... sei lá, tipo Billy... mas isso deixou o TPM Boy ainda mais irritado e ele só acalmou depois que eu levantei da cama e disse que iria dormir no meu quarto. Eu sei que a culpa é dos hormônios ou do medicamento, sei lá. Mas tava beeeeeem difícil.

Mas o medicamento acabou e agora temos o nosso pequeno carinhoso de volta. Ainda com um pouco de resquício de choro e ataques, mas tudo dentro do controle e da normalidade. Até que ele precise tomar outra vez um medicamento deste. Bem, pelo menos não será todos os meses né?

Beijos do papai-duda

Tão calminho o moleque.
Tá reclamando de quê, papai?!


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Shopping com o vovô

Eu era bem pequeno, não tão pequeno quanto o Pedro, eu acho. Mas eu era pequeno na época em que minha vó Jacy me levava para passear no centro da cidade. Íamos eu e minha prima com ela buscar o pagamento e depois lanchar no McDonald's. Confesso que na época não entendia o que significava "buscar o pagamento", mas adorava o passeio. Era uma rotina mensal que deixou uma lembrança deliciosa com gostinho de infância feliz e batata frita crocante.

Pedro também tem a sua rotina com o vovô dele. Toda semana vovô vai buscá-lo na escola e eles vão ao shopping. Não tenho certeza se o vovô sabe o quanto eu acho bacana este momento só deles. Sei que o Pedro adora e sei que o vovô também adora. Mas não é só isso. Eu acho muito (vou usar alguns "muitos" a mais para deixar claro o quanto eu acho importante) muito muito muito muito importante eles terem este momento "só deles". Acredito de verdade que estes passeios vão criar laços que durarão para sempre (obrigado vovô. Já chorou neste ponto, enquanto lê o post?).

Se a minha lembrança tem gostinho de batata frita, a lembrança do Pedro vai ter gostinho de mate e pão de queijo. E talvez tenha um cheirinho de cocô também. Bem, é assim que as coisas acontecem, não dá muito para explicar. Vou ilustrar o que estou dizendo contando o que aconteceu na semana passada. Foi o vovô quem me contou.

Como de costume ele foi buscar o Pedro na escola mas, como era semana da criança, a rotina do moleque foi toda diferente neste dia. Para começar ele não dormiu de tarde, ficou participando de várias atividades. Uma das atividades, inclusive, era uma festa à fantasia. Pedro foi vestido de pijama do Buzz. Quando o vovô chegou ele estava vestido com a tal fantasia / pijama e assim eles foram para o shopping.

Chegaram e foram diretamente para a loja de brinquedos. Lá todos os vendedores já conhecem o Pedro e o vovô e já têm raiva do papai e da mamãe do Pedro, os malvados que vetaram a compra semanal de presentes que fazia todos os vendedores baterem as suas metas de venda. Pedro dá uma voltinha rápida no térreo da loja e sobe para o segundo piso. Chegando lá percorre rapidamente as prateleiras, mas fica horas em um canto onde os brinquedos o atraem mais. Muitas vezes um vendedor amigo chega com um banquinho para o vovô esperar sentado.

De repente o moleque resolve que é hora de sair para fazer cocô. Lá vão os dois no banheiro familiar do shopping e o guri faz um cocô express. Depois vão "pegar uma mesa" (é assim  mesmo que o Pedro fala). Vovô compra pão de queijo da loja de Mate e mate da loja de pastel. No meio do lanche o pequeno percebe que precisa fazer mais cocô. Lá vão os dois novamente. Devidamente esvaziado, o moleque volta para a mesa junto com o vovô.

Só que neste dia ele não havia dormido e, cansado, deita a cabecinha na mesa. Vovô pergunta e ele diz que está com sono e quer ir para casa. No colo. Vovô mal levanta o moleque (que já pesa mais de 13 Kg) e ele dorme. Vovô ainda tem que carregar a bolsa e um brinquedo que ele levou para a escola. Quatrocentos metros depois estão em casa, com o guri dormindo (afinal ele estava o tempo todo de pijama, né?) e o vovô "aos peidos", mas todo contente.

Beijos do papai-duda


terça-feira, 14 de outubro de 2014

O dragão que solta música e o dia das crianças

Mamãe, para de implicar com o papai!!! :-)

Vamos ao post...

Era difícil dizer quem estava mais ansioso pelo dia das crianças este ano. Não sei se era o Pedro, papai, mamãe ou vovós. Como parte da educação do garoto e para preservar o patrimônios dos familiares, passamos a evitar presentes a qualquer hora e explicamos ao Pedro que existem datas especiais para isso.

Ele compreendeu muito bem, tanto que continua freqüentando a loja de brinquedos do shopping "só para ver os brinquedos" porque ele sabe que ainda não é dia de ganhar presente. Para quem sempre viu crianças esperneando, jogando-se no chão e fazendo pirraça no meio do shopping porque quer um brinquedo, ver o Pedro agindo assim é um alento e, de certa forma, motivo de orgulho para todos nós.

Mas, além disso, todos estávamos super ansiosos pelo tal dia de dar presente e o mais próximo era o dia das crianças. O engraçado é que o Pedro já escolheu o seu presente há meses. Ele queria o dragão que solta música e, diferentemente de muitas crianças que vão trocando os seus desejos conforme as novidades vão surgindo, Pedro é muito consistente.

E esta consistência toda do moleque chega a ser engraçada. Mesmo sem ser dia de ganhar presente, vamos confessar que algumas vezes (raras!) neste período o Pedro acabou ganhando alguma coisa. Um dia ele cantou parabéns para ele mesmo no shopping e vovô não se segurou, outro ele estava doentinho e os pais não se seguraram e outro, por exemplo, vovó Tetê deixou um presentinho para ele na casa da vovó Beth.

Não faz mal, porque ele já entendeu que ganhar presente não é um hábito diário ou uma obrigação dos adultos sempre que ele quer. Mas a tal da consistência era presenciada sempre que ele ia ganhar alguma coisa. Antes de abrir ele sempre falava "acho que é o dragão que solta música". Mas até o dia das crianças nunca era o tal dragão que solta música. Não que isso o deixasse decepcionado com o presente. Tudo o que ele ganha vira diversão na hora!

Mamãe e papai já haviam comprado o tal dragão que solta música há vários dias e o mantínhamos aprisionado e amordaçado no armário (com medo que ele voe ou solte sua música antes do dia certo). Imaginem, então, a nossa angústia para dar o tal dragão que solta música! E finalmente no domingo ele ganhou um presente e, antes de abrir, acertou o que era... o tal dragão que solta música!

Qual será o olho que mais brilhava neste momento? Pedro? Papai? Mamãe? Juro que não sei.

Beijos do papai-duda

Super-boy, onde vc vai?

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Dia da Criança

Este blog está ficando fraco! Papai, que não quis fechar as portas quando teve a deixa, não está fazendo jus à decisão. Enquanto isso, mamãe vai tentando ajudar no que pode J Farpas à parte rsrsrs, vamos falar do dia das crianças!

Pedroca não teve um dia das crianças, teve um final de semana inteirinho dedicado a sua diversão.  Sábado foi aniversário do amado primo “Iel” que estava tão legal que foi difícil convencer o pequeno a ir embora para a festa do amigo de escola, Matheus S. Chegamos literalmente para o parabéns e a hora seguinte foi de aproveitamento total! Pedro brincou até quase a luz do play apagar.

Domingo de manhã foi aniversário de outra amiguinha da escola, desta vez no Jardim Botânico, com direito a teatrinho e tudo. Interessante como as coisas mudam de uma hora para outra. Pedro, que há bem pouco tempo não parava de jeito nenhum para assistir a nada, agora está vidrado, principalmente em teatro de fantoche!

Gargalhou de se contorcer e perder o fôlego e quis dar um beijo no “Catavento” ao final da peça. Em casa, diariamente, temos que montar nosso próprio teatrinho. O roteiro fica por conta do Pedro, que dirige cada ato e lembra as nossas falas. É bem divertido.

E para fechar com chave de ouro, a amiga Cati, tio Edu e tia Maggie foram lá para casa de tarde e, de surpresa, apareceram Clarinha, tio Pi e tia Si. Diversão para pais e filho J Foi gostoso demais! 

Obrigada amigos queridos, vocês fizeram o nosso dia ainda melhor.


No JB, assistindo a peça.

Em casa, preparando a festa infantil :-)

Um brinde à amizade.

Papo divertido...

...e engraçado.

Olha a pose do moleque!



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

E tudo acontece com a Didi

Pedro está bem melhor, mas como o médico pediu 5 dias de nebulização de 6h/6h, para sair da crise, o pequeno não estava indo à creche.

Sexta, eu e Du nos revezamos em casa. Segunda e terça achávamos que seria tranquilo pois teríamos a Vania e a Salete respectivamente, além do supervovô Nilton que combinou de ficar com o Pedro de manhã até elas chegarem.

Só que, para nossa falta de sorte, segunda-feira, Vania foi trabalhar na maior gripe da face da terra. Completamente afônica e confesso que, ao falar com ela por telefone, não havia mais um músculo relaxado no meu corpo. Tudo o que o Pedro não precisava agora é pegar uma nova gripe forte assim.

Saí do trabalho correndo e liguei para pedir socorro para a Didi, que passou a tarde com o Pedro, para eu ir para uma reunião.

Como todos sabem, tudo acontece com a Didi!

Brincaram, viram filme, jogaram no ipad e Pedroca, claro, deixou pingar xixi na cueca. É normal. Vive acontecendo, pois ele não quer parar de se divertir. Ele deixa escapar um pouquinho, mas não chega a fazer xixi na calça.

Quando a Didi viu a cueca molhada, resolveu trocá-la, mas não sem antes lavar o pinto.
Colocou Pedro na pia do banheiro e ligou a água fria. Na mesma hora, Pedro, que devia estar ainda muito apertado, começou a fazer xixi sem aviso prévio. E completamente sem direção. A Didi, sem saber bem o que fazer resolveu relaxar e lavar tudo com desinfetante depois.

Imaginam a cena?!

Eu sim, pois foi no domingo que deixei a Didi com o Pedro no banheiro por uns 30 segundos e, quando voltei, ela estava toda descabelada, sufocada embaixo da toalha com o Pedro em cima da cabeça dela.


Esta minha irmã, realmente não existe. Adoro!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Bronquite, haja ite!

Na madrugada de quinta para sexta, Pedro fez um quadro severo de bronquite (não bastasse a laringite estridulosa, agora mais esta novidade!). Acordou 1h da madrugada fazendo um buraco no abdômen ao respirar. Ligamos para o pediatra, que tentou uma solução caseira, mas o quadro só piorava e, quando ele falou “mamãe, não estou me sentindo bem”, fomos para o Copa Dor. Eram aproximadamente 3h. Pedro, mesmo com toda a dificuldade respiratória, foi “tagarelando” sem parar até o hospital e eu sem entender uma só palavra.

A médica começou a examiná-lo e parou no meio da ausculta dizendo que não precisava nem terminar para ver que os brônquios estavam colados e o caso era crítico.

Pedro foi direto para a nebulização + oxigênio e BEM aos poucos foi melhorando. Nebuliza uma - não resolve, duas – não resolve, três – não resolve, sobe para o raio x, desce, quarta nebulização e finalmente a saturação de oxigênio começa a subir. Eram 8h da manhã quando Pedro teve alta.

Descobri que realmente estou velha. Pois na quarta nebulização “acordei” com o enfermeiro pedindo para ver se havia terminado o remédio.

Ao contrário de mim, o fôlego do pequeno foi sendo retomado durante este período e ele chegou em casa a mil! Os médicos deveriam ter pena dos pais e nebulizar junto. Pois com certeza colocaram algum ácido naquele oxigênio além do Berotec. Não é possível. Nunca vimos Pedro com tanto gás.

No carro, voltando pra casa, falei: “Pedro, vamos pra casa agora dormir, meu amor. Graças a Deus”. Resposta: “Mas mamãe, tá um dia lindo!”. Como quem diz, tá doida? Com este sol vamos dormir?! Nem pensar.


E ele não pregou o olho durante o dia. Pulou mais que nunca e só por volta das 18h o efeito do ácido passou e o pequeno desligou. 2h depois desligamos eu e Duda. E mesmo dormindo às 8 da noite, levamos o fim de semana para recuperar.

ok, ok, concordo com você.
Eu deveria ter vergonha de postar esta foto,
mas ela traduz exatamente o final da madruga.
Eu acabada e Pedro ligadão.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Pedro, o explorador

Já não é de hoje que levamos o Pedro ao Jardim Botânico. Este é, junto com a praia, um dos nossos locais favoritos e sempre que temos uma oportunidade damos uma passada por lá. O engraçado é que, de uns tempos para cá, o passeio sempre acontecia mais ou menos da mesma maneira. Era assim:

1) Pedro pulava do carrinho e ia correndo para as tartarugas.
2) Ficava um tempão rodando o laguinho, apontando e brincando com elas.
3) Depois de muita insistência ele aceitava seguir adiante e entrávamos no JB propriamente dito.
4) No caminho do grande lago, passávamos em um pequeno lago com cachoeira onde sempre tem alguém posando para fotos de book. Pedro ficava uns cinco minutos ali e saía correndo para o grande lago, ver o peixe de bocão.
5) Pedro caía e ralava o joelho durante a corrida.
6) Chegávamos ao lago e ficávamos quase uma hora vendo os peixes.
7) Depois de alguma insistência, Pedro aceitava seguir adiante para o parquinho.
8) Pedro caía e ralava o outro joelho durante a corrida.
9) Horas e horas se passavam no parquinho até que batia a exaustão e ele aceitava, depois de muita insistência, voltar para casa.

Sempre foi assim e sempre foi divertido. Mas da última vez percebemos algumas mudanças que, pensando bem, mostram que o moleque está crescendo. Desta vez foi assim:

1) Pedro deu uma passada rápida nas tartarugas - já não achou tanta graça.
2) Correu para entrar no JB espontaneamente.
3) No caminho do grande lago passou no pequeno (onde havia um casal posando para a foto de booking) mas não ficou nem 10 segundos.
4) Caiu e ralou o joelho - algumas coisa não mudam...
5) Chegamos ao lago e ficamos alguns minutos vendo o peixe de bocão.
6) Fomos correndo para o parquinho e brincamos bastante. Mas ele enjoou da brincadeira bem mais rapidamente.
7) Quando estávamos caminhando em direção à saída Pedro resolveu explorar.

E foi aí que tudo mudou. Pela primeira vez ele resolveu experimentar novos caminhos, curtiu um pássaro que chamamos de "galinha diferente", ficou intrigado com rios que estavam vazios (na verdade pequenas valas que escoam as águas da chuva ou dos rios em épocas de cheia), passou horas observando um buraco vazio, adorou explorar o jardim japonês e quando achou um rio grande ficou atirando pedras na água para ver o que acontecia. Acho que, pela primeira vez, percebeu que o Jardim Botânico é um jardim, cheio de espaço e cantos que podem ser explorados. Muito bom!

Também houve uma parte cômica, claro. Vou descrever o cenário e, em seguida, o diálogo: de onde estávamos víamos muitas árvores, mas uma se destacava. Era uma árvore bem grande, maior que as demais, totalmente sem folhas e com o tronco branco. No topo da árvore havia algo que pareciam grandes casas de marimbondo:

Eu: "Pedro, olha aquela árvore diferente!"
Pedro: "Onde?"
Eu: "Aquela lá, olha. Ela é branca!"
Pedro: "É, é branca. O que é aquilo?"
Eu: "Não sei Pedro. Parece terra... ou uma casa de bicho..."
Pedro: "Acho que é cocô."
Eu: "Hã?"
Pedro: "Acho que é cocô de gigante..."

Quem sabe...

Beijos do papai-duda