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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Diálogos

Ligia, em vãs tentativas de colocar o caçula contra mim, fica dizendo que o Pedro é o meu filho favorito e que eu não ligo para o Bê. Claro que eu não caio na pilha porque sei que não é verdade. Mas é fato que hoje o Pedro interage muito mais comigo do que o pequeno, sobretudo na hora de dialogar com argumentos incríveis e hilários. Mas para provar que não há preferência, neste post vou contar alguns diálogos que tive com os dois. Começando pelo Bernardo:

Papai: Oi meu amor, bom dia!
Bê: daddy! (sim, a primeira palavra do pequeno foi "papai", mas em inglês...)
Papai: isso filhão, daddy chegou! Que saudade de você! Como você passou o dia?
Bê: nãna!
Papai: Comeu banana, filho? Que ótimo! Tava bom?
Bê: ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Papai: Oi?! Isso é bom ou ruim?

Uma madrugada dessas o Bernardo estava chorando no quarto com a mãe enquanto eu (tentava) dormir um pouco com o Pedro no meu quarto (era a vez dela na rodada). Mas como o choro estava insistente, levantei para ver se precisavam de ajuda. Chegando no quarto encontrei um bebê lutando para ficar acordado enquanto mamãe lutava para ver se ele dormia. Então ele olhou muito sério para a minha cara e disse:

Bê: nenémném ném ah ah ahhhhhha!
Papai: oi meu amor, está reclamando?
Bê: ahhhhhhá neném ah ahhhhhh!
Papai: eu sei filho, mas está de noite ainda...
Bê: neném ahhhhhhh nem ahhhhhhhh

É, o moleque sabe reclamar muito bem. Enquanto isso, os diálogos com o maior são mais prolixos e tão interessantes quanto. Dia desses estávamos apenas eu e ele no carro quando ele disse:

Pê: papai, vai mais rápido!
Papai: não posso filho, se for mais rápido vou ganhar uma multa.
Pê: multa? O que é multa?
Papai: multa é tipo um castigo quando fazemos algo errado no trânsito.
Pê: ah eu sei papai. É igual na escola, quando fazemos algo errado a tia coloca a gente para acalmar o corpinho.
Papai: ah é, filho? E você já precisou acalmar o corpinho?
Pê: já papai. Muitas vezes. Umas dez vezes.

Tá bom, captei a ideia. E as conclusões científicas?

Papai: Ih Pedro, você tomou uma mordida de mosquito na barriga.
Pê: É papai, mas no pinto eles não mordem porque não tem osso.
Papai: ah é filho, mosquito só morde onde tem osso? E como você sabe que o pinto não tem osso?
Pê: Ué papai, você já viu caveira com pinto?!

Tá certo, eu nunca vi caveira com pinto. E para encerrar...

Papai: Pedro, você desceu a tirolesa sem medo (vou escrever um post sobre isso, aguardem...) e está com medo de encostar nas plantinhas da margem do rio?!
Pê: Não papai, não é medo. É que estas plantas são sujas.
Papai: Sujas? Por que filho elas são sujas?
Pê: Porque no lago tem sapo e eles pisam nas plantas. Você não sabe que o sapo não lava o pé?!

Justo, ninguém quer ficar com chulé de sapo no corpinho descansado e que tem osso apenas onde os mosquitos mordem...

Beijos do papai-que-ama-bater-papo-com-os-filhos





quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Paralimpíada

Participamos bastante das Olimpíadas mas fiquei um pouco reticente, inicialmente, às Paralimpíadas. Vou explicar o motivo.

Pedro é sensível e impressionado com as coisas. E não sabia até que ponto vivenciar as deficiências humanas acrescentaria neste momento. É claro que temos que preparar nossos filhos para a vida, mas li certa vez que traumatizar pode prejudicar no desenvolvimento.

Quando estivemos no sul, Pedro caiu na piscina e bateu o coxis. Ficamos tensos por ter sido uma queda e tanto e minha reação na hora foi falar “meu filho, pelo amor de Deus cuidado, já te disse que correr em borda de piscina pode machucar sério, você podia ter feito um dodói tão grande que nunca mais andaria.”

Declarada a tragédia, claro que ele fez algumas perguntas sobre a questão, mas passada a dor, voltou a brincar e achei que tinha esquecido o assunto.

Voltando de viagem, na chegada ao aeroporto do Rio, Pedro estava apertado para fazer xixi e uma funcionária, ao perceber, indicou que usássemos o banheiro PNE já que os comuns estavam com fila.

Quando entrou, Pedro logo perguntou porque o banheiro era tão grande, o motivo da barra de ferro e expliquei que tinha sido construído para as pessoas que andavam em cadeiras de rodas.

-“Mamãe, porque elas andam em cadeiras de rodas?”
- “Porque as perninhas delas não mexem, meu amor, então não conseguem andar”
- “Nunca?”
- “Muitas delas nunca”
- “Estas são as pessoas que bateram o bumbum na piscina?

Ops! Acho que traumatizei uma criança.

Com isso percebi que talvez assistir a um jogo paraolímpico podia não ser tão proveitoso assim. Fui conversar com a coordenadora pedagógica da escola que concordou comigo e disse que Pedro tinha que querer ir. Que o ideal era conversar com ele antes e não apenas comprar o ingresso e leva-lo.

Quando decidimos ir já não havia mais ingressos para modalidades adequadas ao nosso objetivo. Então partimos para a Casa Brasil e, além de brincar e se divertir muito, Pedro e eu tivemos uma experiência paraolímpica e tanto: fizemos atletismo, basquete e bocha em cadeira de rodas e jogamos futebol com venda nos olhos.


E, com isso, descobri que a sensível sou eu, pois assim que eu sentei na cadeira de rodas me deu uma vontade de chorar e uma tristeza no coração inexplicáveis. E automaticamente me orgulhei genuinamente e imensamente de todas estas pessoas que com tanta dificuldade e necessidade de superação diária para ter uma vida mais digna, são felizes vencedoras. 


Na chegada

Amigos para sempre

Simulador das Cataratas do Iguaçu
Simulador de vela
Simulador de corrida
Experiência paraolímpica

Pesado!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Nosso caçula

Sei que minha opinião é extremamente passional e suspeita, mas o mascote da família está cada vez mais fofo! 

Em breve, ele terá dentinhos pois finalmente tem um saindo embaixo. Com a graça do bom Senhor, nada de febre, irritação ou perda de apetite até agora.  Cabelo? Não, este ainda deve demorar.

Você é capaz de fazê-lo gargalhar com facilidade, mandar beijo ou dar tchau. E tudo isso faz o coração da mãe transbordar de alegria. 

Definitivamente o item mensal da receita do Dr. Pediatra "evitar acidentes" é bastante pertinente pois Bernardo está mais seguro e se arriscando mais, o que provoca quedas importantes e de dar frio na barriga de vez em quando.

O pequeno está muito tagarela e cada dia mais contente e às vezes parece entender o que falamos com ele. Será? 

Só falta dormir direito para que papai e mamãe não precisem revesar noites de sono. 

Mas confesso que mesmo com todo o cansaço estou aproveitando cada segundo pois quando piscarmos o olho, ele já não será mais um bebê...









quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Esportes

Para o Pedro poder curtir um pouco mais do primo Santi que veio para as Olimpíadas, combinamos de passar o dia juntos, começando com uma visita ao Parque Olímpico e terminando na Casa da França.

A turma acabou crescendo e tivemos adesões ao Parque Olímpico: papai, vovô Nilton, tia Flavia e primo Rafa foram conosco nesta primeira etapa.

Vovô Nilton ainda ficou conosco durante o almoço mas para a Casa da França seguimos apenas eu, Pedro, vovó Nádia e vovô Fernando com o primo Santi. Lá encontramos os amiguimos da escola e a festa continuou.

De todas as casas olímpicas que visitamos esta, sem dúvida, foi a mais dinâmica. Eram inúmeras as praticas desportiva disponíveis e Pedro participou de praticamente tudo: escalada, vôlei, arco e flecha, tiro ao alvo e futebol.

E o moleque leva jeito para esporte. Não teve medo da escalada, deu manchetes de tirar palmas das crianças mais velhas e teve postura para os alvos, embora ainda não tanta força ou mira.

Mamãe ficou orgulhosa e o pequeno realizado de ter gasto tanta energia na companhia de amigos queridos e do portuguesinho mais simpático da família.

Confesso que achei uma loucura divertida o passeio como um todo. O caminho era longo, com um grande troca a troca de transportes e os participantes bastante heterogêneos. Mas no final, correu tudo bem, talvez não tão bem para vovó Nádia e vovô Fernando que devem estar tomando relaxantes musculares até hoje. A cara deles no final do dia era de dar dó. Partidos, liquidados, nocauteados.

Foi um dia incrível!

A turma toda no Parque Olímpico

Lindos!
Torcendo pelo Brasil

Adoro estar em família

O trio da pesada

Se divertiram muito por lá

E tudo virou farra

Aqui os vovôs já estavam semimortos

Depois do almoço, no táxi indo para a Casa França

Já na casa, que visual!

Foi na Hípica, aos pés do Cristo Redentor

Já com os amiguinhos da escola

Pena que ele era pequeno e algumas
"pedras" eram longe

A flecha foi retinha até o alvo,
 mas faltou altura, acho

Olha o naipe
Este até eu curti ir. E acertei de primeira.
Parei aí para ficar com gostinho de mandei bem :-)

Fim de passeio. Amei!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Últimas fotos de Gramado

Último dia. Tempo firme. Fomos passear pela cidade, finalmente.  
Pedro quis tirar foto em cada esquina. Muito figura.
E advinha onde fomos antes de partir? Mini Mundo!
Jogando moeda no poço dos desejos.

É bem legal mesmo. 

E o picurrucho também amou.

Ficou a sensação de uma ótima viagem. 

De volta ao hotel, Bernardo curtindo o sol.
 
E quando viu o anão, correu pela grama,
levantou e abocanhou o nariz dele. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Mais Gramado

Na mina de pedras preciosas. 

Acreditam que Pedro adorou?

Depois, Vila do Papai Noel. Lugar lindo!
Pena que choveu, mas valeu. 

Na árvore dos desejos. Pedro gritou o que
queria já que não pegamos a plaquinha
de madeira para escrever e pendurar. 

E o Papai Noel é tão real! E quando chegamos, ele estava vindo
do banheiro então foi grande a sensação de estar na casa dele de fato

Na fábrica de brinquedos, pintando o tijolo
que será usado para terminar o muro.

Café da manhã no nosso hotel com os personagens do Mini Mundo.

Pedro participou muito!

Olha o Bernardo olhando intrigado pro urso gigante.
 
Todo mundo do café entrou na brincadeira.

Foi bem legal!

Hoje foi dia de fábrica de chocolate Caracol.
Aprendendo a fazer ramas!
E passeando pelo museu do chocolate

Olha este coelho de choco!
Dá vontade de morder com o cheiro deste lugar.

De lá partimos para o Parque Florybal

Criança pode gostar, mas achei bizarro.
Não entendo como os adultos visitam isso.

E o tempo estava doido. Você entrava numa
atração com sol e saía com chuva

E Pedro continua fissurado por dragões e dinossauros

Bê só conseguiu aproveitar o playground do parque.
Dormiu quase que durante toda a visita.
 
Hora de partir... afinal, já já fecha o Mini Mundo kkkk