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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Diálogos da juventude

O primogênito está crescendo a uma velocidade que deixa papai e mamãe um pouco estonteados. Certo dia fomos a uma festa de uma amiga da escola levando o Pedro e, na volta, demos carona para algumas princesas. Bem, como esta estória fala de outras crianças, as duas princesas que estavam no carro e outra que não estava, vou chamá-las de P1, P2 e P3.

Então, voltando da festa no carro eu, mamãe, Pedro, P1 (com sua mãe) e P2 (com sua mãe). Carro cheio, crianças agitadas, alegria no ar e os pequenos não paravam de falar. Brincamos, cantamos, falamos da festa, mas de repente a geração mais nova assumiu o controle da conversa e aos pais restou observar como estão avançados hoje em dia.

Lá pelas tantas P1 começa a dizer que vai namorar três meninos da escola. Nesta hora Pedro já começa a dar sinais de timidez, vergonha e que gostaria de se transformar em um avestruz para colocar a cabeça dentro do buraco. P2 dá força para o assunto e P1 não se intimida com nada, manda logo na lata: eu vou namorar três meninos da escola, o M1...

(ela deu os nomes, mas o Estatuto da Criança e do Adolescente me proíbe de deixar registrado para a eternidade da web a identidade das crianças. Sabe-se que daqui a uns anos isso pode ser usado contra - ou à favor - em momentos delicados de zoeira - ou azaração - então vamos deixar assim. Pedro está identificado. Os demais recebem codinomes. Voltando...)

"Eu vou namorar três meninos da escola, o M1 porque é engraçado, o M2 porque é fofinho e o Pedro porque sente cosquinha!!!"

Foi imediata a reação do Pedro que, rindo com cara de adolescente ficando sem graça, olhou para fora e começou a dizer "eu estou viajando, eu estou viajando!!!". Não sei se ele quis dizer que P1 estava viajando ou se ele queria sair dali voando de timidez. Acho que está mais para a segunda hipótese. O assunto continuou e Pedro declarou estar viajando várias vezes ao longo do caminho.

Na hora que chegamos à casa de P1, mais uma surpresa. Ela pula para dar um beijo de despedida no rosto do Pedro e vai logo dizendo "tchau Pedro, eu quero viajar com você!!!!". P1 desceu em casa e fomos rindo dar carona para P2. Quando ela desceu, mamãe achou por bem ter uma conversa séria com o Pedro, para lhe ensinar as boas maneiras de um cavalheiro.

Mamãe: Pedro, vocês são todos amigos, não pode tratar P1 assim...
Pedro: Mas mamãe, eu não quero namorar com ela...
Mamãe: Tudo bem filho, não precisa namorar, vocês são amigos então é tudo questão de carinho...
Pedro: Não mamãe, eu não quero namorar com ela, nem com a P2, eu quero namorar com a P3...
Mamãe: Oi?!

É mamãe, neste momento só tenho algo a lhe dizer... perdeu playboy. Perdemos, playboy. Aconteceu, como eu temia, bem antes do que a gente imaginava...

Beijos do sogro-orgulhoso-de-P3. Ou P2. Ou P1.


domingo, 26 de fevereiro de 2017

Anjinho endiabrado

Pedro é agitado. Sempre achamos e tivemos várias provas disso ao longo do tempo. Mas de repente veio o Bernardo e nos mostrou que o que tínhamos, na verdade, era um anjinho em casa. Não me compreendam mal, Bê também é nosso anjinho. Nosso anjinho bochechudo, gorducho, louro e gostoso. Mas o moleque também é endiabrado! Basta contrariá-lo em qualquer coisa que ele joga os bracinhos para cima, bate os pezinhos e sai reclamando.

Mas ao mesmo tempo, moleque sapeca e sabichão, quando percebe que fez algo errado, corre para beijar e abraçar. Sabe quebrar a gente rapidinho, deixando qualquer abobado com seu chameguinho. Na verdade, Bê é um bebê muito doce e carinhoso. Está sempre sorridente, adora abraçar apertado e distribuir beijos. Ainda não fala quase nada, mas sabe muito bem pedir carinho quando faz algum dodói ou pedir que a gente se levante para pegá-lo no colo.

O Bochecha é carinhoso com todo mundo, mas é claro que o irmão é o campeão. Ele geralmente acorda antes do Pedro. Bem, ele geralmente acorda antes de todos nós! E é comum acordar o plantonista (já explico*) com beijos. Mas é na hora do irmão que a metralhadora de beijos é disparada. Ele tá lá brincando quando escuta o irmão chamar ("o Bêê, cadê vocêê...") ou nós avisamos ("vamos dar bom dia para o irmão!") e é muito gostosinho que ele larga o que estiver fazendo, dá um sorriso cheio de quatro dentes e vai correndo em seu passo de Charles Chaplin beijar o irmão.

Outra coisa que várias vezes acontece de manhã e que é fofo é quando o Bê acorda com os olhos grudados. Explico: Bê resfria-se pelos olhos, antes de qualquer sintoma, seus olhinhos começam a lacrimejar tanto que, de manhã, ele acorda sem conseguir abri-los.

Algo que seria motivo para desconforto em qualquer adulto maduro ou criança calminha, no nosso anjinho-endiabrado não causa o menor movimento. O Bebezinho acorda, distribui beijos e sai caminhando de olhos fechados, batendo pelas paredes como se tudo estivesse na mais perfeita ordem. Parece até que ele está curtindo aquela nova brincadeira de cabra-cega. Vai entender!!!

Beijos do papai anjinho.

* Plantonista: Bernardo dorme bem agitado, acorda para mamar e está de pé com 110% de bateria antes do sol nascer. Por conta disso, papai e mamãe organizaram um plantão em dias alternados. Um dia é ela, no outro sou eu...

Nosso anjinho olhando fotos...

Agora todos amontoados e lindos!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Meu primeiro carnaval

Mamãe não é fã de carnaval. Acho até que curtiria alguns blocos se mudassem o evento para julho. Não aguento o calor. Verão requer água preferencialmente ou ar condicionado.

Mas como não consigo não pensar na prole, sábado passado lá fui eu apresentar o carnaval ao Bernardo. Fomos no “esquenta kids” do Desliga da Justiça, que traz vários super-heróis e uma banda voltada para crianças de 9h às 10h, na praça Santos Dumont, do lado de casa.

Pedro seria o mais beneficiado, já que sua turminha estaria junto com muito confete, serpentina e o tão adorado spray de espuma.

Foi bacana enquanto durou e com a graça do bom Senhor acabou logo.

Bernardo estava atento a tudo, olhando todo mundo com cara de “o que está acontecendo, Meu Deus!”.  Os mais velhos se divertiram muito até acabarem os apetrechos e a Nina pedir para ir embora. Foi então que aproveitei a brecha e ofereci um bom banho de piscina para quem a acompanhasse. Pedro não pensou duas vezes e corremos para casa.

Sem dúvida bem mais revigorante e refrescante. Fiquei com a dupla na piscina até a fome vencê-los e ainda brincaram bastante durante a tarde.

Os outros amiguinhos encararam um segundo round no Spantinha.


Ainda bem que tenho filhos peixe!






sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Viva o verão!

Se o calor do verão é muitas vezes desconfortável, também proporciona um intenso aproveitamento do que a nossa cidade tem de mais gostoso: a orla.

Neste domingo, depois que o almoço de família acabou e o sol ainda brilhava lindo e louro, partimos para a orla. Pedro foi andar de patinete e Bê admirar o entorno, coisa que ele ama. Como o molequinho gosta de rua! Pedro também adorava, o que deve ser uma característica da faixa etária ou algo genético. A diferença é que Pedro detestava o carrinho e Bê nem se mexe se estiver ao ar livre.

Depois de algumas manobras e olhar comprido para o mar, Pedro quis entrar. Estava mesmo convidativo: calmo e quente. Infelizmente não muito limpo, para variar. Não demoramos, afinal papai, por conta da recente tatuagem, teve que ficar com Bê no quiosque esperando a gente voltar.

Resolvemos então levar o Pedro no mirante do Leblon, pois um dia antes, na ida para o futebol, passamos por lá e ele ficou curioso a respeito. No caminho, subiu por pedras, passou rapidamente no parquinho, montou novamente no patinete e subimos a ladeira rumo ao quiosque.

O primogênito perguntou sobre absolutamente tudo, conversou com o pescador, viu dinossauro marinho e logo tivemos que cortar seu barato, pois o caçula começou a abrir a boca e estava sem banho, ainda com cloro da piscina da manhã.

Rio no verão é assim: a programação começa cedo, vai até tarde e temos a garantia de felicidade e merecido cansaço da dupla dinâmica.


O Rio de Janeiro continua lindo....






quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Cofrinho

Há algum tempo Pedro vem fazendo cofrinhos. Sim, mais de um! Ele estava até então apenas acumulando fortuna sem pensar em gastar com qualquer coisa.

Eis que ele entrou em uma semana de imenso vício por Lego, incentivado ainda pela amiga Clara que tinha acabado de ganhar 3 novos e mandou foto de sua produção para o Pedro curtir.

E o pequeno manda bem na brincadeira. Ele normalmente segue o manual apenas a primeira vez e, depois que desmonta tudo, parte para uma criação própria, o que fica muito bacana e bem mais divertido, inclusive.

Então criamos diversos barcos: do mau, do bonzinho, dos amigos dos maus, dos amigos dos bonzinhos, da polícia e por aí vai. O resultado era sempre tão positivo que ele ainda achou que a mamãe era fera no Lego.

Em determinado momento acabaram as peças e falei que o jeito seria desmontar tudo e remontar ou comprar novos Legos. Mas o pequeno lembrou que mamãe tinha dito que estava sem dinheiro e propôs o uso dos cofrinhos. Já estava realmente na hora.

Papai fez a contagem e separação das moedas. No sábado de tarde, partimos para a Toy Boy, explicamos para o Pedro o que ele poderia comprar e o multiplicador de dinheiro conseguiu sair da loja com 2 Legos e 30 centavos de troco!

Ele estava tão feliz. Tão orgulhoso de si mesmo. Coisa mais linda, gente. Agora é começar a juntar de novo, para daqui um ano brincarmos disto novamente, muito provavelmente em dose dupla da próxima vez. 

Uma das obras de arte: o barco do bonzinho

Olha o sorriso de satisfação

"Ano que vem vou escolher também!"

Tradução desta foto: felicidade

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O primeiro luau a gente nunca esquece

Semana passada, Pedro foi a seu primeiro luau na praia do Leblon, aniversário de uma amiguinha da escola. A festa começou às 17h30, chegamos com mais de uma hora de atraso, praticamente todas as crianças já estavam se divertindo e Pedro ficou indócil para se juntar à turma.

Foi uma comemoração bem descontraída e deliciosa, atrás do Riba, com cangas estendidas e direito à banho de mar ao por do sol. Confesso que fiquei louca até o Duda chegar, pois estava cuidando do Pedro e da Nina, que normalmente são inseparáveis, mas que desta vez resolveram querer ir cada um para um lado. E se Pedro não tem medo do mar, Nina tem atração por ele. 

Gritei feito desesperada, fiquei de um lado para o outro, não vi Clericot nem batata frita e quando avistei meu marido chegando, senti o prazer de quem acha água no deserto.

Daí pra frente foi só alegria, pois Bebel (mãe da Nina) chegou praticamente junto do Duda e pudemos conversar e relaxar. Pedro se sentiu o máximo entrando no mar à noite, brincando na chuva (é, choveu bem!), a festa praticamente acabou e ele quis continuar lá com as crianças que restaram. 

Desistimos de ir ao jantar que tínhamos ali no Leblon mesmo, só para ficar curtindo o sorriso mais lindo da face da terra, acompanhado de uma boa cervejinha em um dos quiosques mais concorrido da orla carioca.  

E para fechar com chave de ouro, eu e Pedro voltamos na mala do carro por pura farra e excesso de areia no corpo. Às 9h30 da noite! Nem preciso dizer que o pequeno ficou igual pinto no lixo. 

Bjs da mamãe que sente enorme satisfação ao fazer coisas diferentes com os pequenos!







terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A Queda na visão do papai

Em 2004 foi lançado, na minha opinião, um dos melhores filmes de nossa época. O filme A Queda! As Últimas Horas de Hitler. O filme alemão que originalmente se chama Der Untergang, dirigido por Oliver Hirschbiegel e com o ator Bruno Ganz no papel principal é brilhante em demonstrar os últimos dias do Führer em sua lenta e gradativa queda que levou ao final da Segunda Guerra Mundial. Pois bem, lá em casa as quedas não são nem lentas, nem gradativas... aprendemos isso na alma com nosso primogênito agitado.

Basta uma rápida pesquisa no blog para lembrar. Em Junho de 2013 fizemos uma viagem à serra e Li comenta em uma das fotos ("Pedro não se ateve apenas aos brinquedos disponíveis. Partiu também para os esportes radicais: subir e descer morros em alta velocidade... ... e queda livre. Haja coração!"). Em Fevereiro de 2014 tomamos um baita susto achando que Pedro pularia de uma janela. Recentemente, quando fomos à Gramado o moleque correu e escorregou na beira da piscina. E, é claro, teve o maior susto de todos quando o moleque mergulhou do trocador, de cabeça, dentro da lata de lixo.

Estava relendo o post da queda do Pedro no lixo e desta vez eu consegui rir. Mas lembro que no dia foi desesperador. Pedro tinha quase 1 ano e dois meses quando resolveu praticar bung-jump de cima do trocador. Sem o elástico. Na semana passada a história praticamente se repetiu! Bernardo, 1 ano de dois meses, resolve seguir os passos do irmão e experimentar o tal bung-jump sem elástico. Adivinhem como foi que eu me senti? Quem disse "desesperador" acertou!

Estávamos eu, Pedro e Bernardo no quarto. Bê estava seguro dentro do berço porque não estávamos conseguindo administrá-lo enquanto nos arrumávamos para sair. Quando o colocamos no berço, geralmente ele dá uma reclamada rápida, mas logo depois começa a pegar todos os livros do irmão e fica entretido por alguns minutos. Pedro estava brincando na bancada e eu estava conversando com ele, pertinho, de costas para o Bernardo. De repente escuto um baque, um barulho seco, como se um saco de areia tivesse caído no chão.

Com a segurança de quem deixou o filho dentro do berço, me viro calmamente, já revirando os olhinhos, e pensando "mas o que foi que o Bê jogou no chão". Mas ao invés de um saco de areia ou um livro pesado, o é que eu vejo no chão?! O próprio! Bernardo deitado de bruços, com as perninhas e os braços esticados, nariz colado no chão e sem se mexer. Meu cérebro precisou de um segundo para processar o que estava acontecendo. Como diria Caetano, "alguma coisa está fora da ordem"... como foi que o Bê conseguiu jogar o Bê para fora do berço?! Opa, peraí... "Bernaaaaaaaaardo meu filho, você caiu no chão?!".

Comecei imediatamente a tremer e a chamar a mamãe. Do Bernardo. Não sei se ele chorou da queda ou chorou porque foi arrancado do chão por um pai nervoso e neurótico. Mamãe apareceu rapidamente no quarto, pegou o moleque no colo enquanto eu apertava seus bracinhos e perninhas para ver se alguma coisa tinha quebrado (tipo, virei ortopedista agora...). Depois olhei sua boquinha para ver se os quatro dentinhos ainda estavam lá (dentista...) e ainda fiz um rápido exame de fundo de olho (neurocirurgião pediátrico?!). Tipo, o sujeito não sabe nem a diferença de Keflex para Novalgina, mas nessas horas vira pediatra!

Acabou que o moleque logo se recuperou, rapidamente estava rindo novamente, pedindo biscoito e fazendo bagunça. Não levou nem cinco minutos para subir no sofá e me deixar nervoso novamente. Já o pai, mais uma vez teve dor de barriga e treme só de lembrar daquela visão.

Beijos do último-dos-mortais...

Depois do evento, o quarto ficou assim...

...são tão calminhos... o que vcs acham?

...agora eles estão seguros?