Páginas

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Viagem no Tempo

Muita gente acredita que viajar no tempo é impossível. Einstein, por exemplo, apesar de seus méritos científicos não acreditava. Dizia que, se as viagens no tempo fossem possíveis, nós estaríamos recebendo visitas de viajantes do futuro. Já eu, acho simplesmente que tais viajantes não estão muito interessados em visitar o nosso tempo. Vivemos, quem sabe, uma espécie de baixa temporada de turismo cronológico. Mas, sem filosofar muito, recentemente pude provar que as viagens no tempo não só são possíveis, como são extremamente interessantes.

No final de semana passado, por exemplo, embarcamos em nosso carro e atravessamos a ponte Rio-Niterói em 2017. Mas quando chegamos ao nosso destino na Rodovia Amaral Peixoto, já estávamos de volta aos anos 80 ou 90, não sei bem. Era o condomínio Pent House, em Iguaba Grande, onde meus pais têm um apartamento há quase quarenta anos. Embora a viagem no tempo tenha alguns efeitos colaterais, como colocar em um mesmo espaço-tempo pessoas que viveram aquele período com outras que só nasceram há seis ou quase dois anos, tenho certeza absoluta que estava visitando uma outra época.

Era uma época onde podíamos passar o dia todo na lagoa sem se preocupar com mais nada. Ali tínhamos comida ("só 10 picolés por dia" + "no máximo 4 rissoles de camarão da Dona Matilde" + "um cuscus especial com pedaços generosos de coco e muito muito muito leite condensado"...), diversão (caiaque das 8 às 13, colchão-ilha-flutuante do pai da Laura, caça ao peixe-patê...) e arte (talvez o tipo de arte que não se conta em blog de criança para não despertar a fúria do MBL). Era uma época em que a moda restringia-se à sunga e aos chinelos que você usava, no máximo com um colar de búzios, e que a maior violência era a guerra de amêndoas. Bravos eram aqueles que pulavam da marina.

Pois foi neste tempo que a nossa família desembarcou sábado passado. Pedro mal podia acreditar que havia uma casa legal como aquela escondida na memória de nossa família e Bernardo logo encontrou uma borboleta para chamar de sua e fez amizade com algum moleque do condomínio. Ah sim, porque era o tempo das amizades com os moleques e as meninas do condomínio, algo que infelizmente não temos mais hoje em dia.

Aproveitamos ao máximo o dia de sol. Todos os moleques pularam da marina, caminharam pelo chão de pedra e lama da lagoa, pularam de um canto para o outro (que hoje chamamos de parkour, mas naquele tempo era só macaquice mesmo), ficaram cheios de areia, precisaram de vários banhos, encontraram maribondos gigantes ("marinbundas", como chamávamos naquele tempo). Não andaram de bicicleta porque preferiram o patinete e não ficamos tempo suficiente para que alguém caísse e aparecesse todo ralado.

Também não subimos nas árvores que, estranhamente, estavam muito mais altas do que costumavam ser. Aliás, percebi que a viagem no tempo tem estas distorções. A minha primeira impressão foi que o condomínio havia diminuído. As ladeiras que descíamos de bicicleta ou skate ficaram bem menos inclinadas e radicais do que eram na época. O condomínio também estava muito vazio, mas talvez eu tenha chegado na hora em que a turma toda foi caminhar até a ilha ou ao Popeye.

Mas se em algum momento houvesse dúvida de qual época estávamos, ela rapidamente era sanada ao se cruzar com o Pedro (não o nosso Pedrinho, o Pedro, funcionário do condomínio que estava lá nos anos 80 e continuará por mais de 30 anos, dizem que mesmo em 2017 ele continua trabalhando lá), ao caminhar-se pelo campo de futebol inclinado ou abrir a porta da casa de Nilton e Sonia com o mesmo chaveiro de sempre... aqueles mesmos quadros, as xícaras, o preto-velho, a planta da vovó Jacy e até o familiar cheiro de madeira-tijolo-maresia do apartamento. Depois disso tudo, será que alguém ainda duvida das viagens no tempo?

Beijos do Duda.

Tá tudo lá, mais ou menos no mesmo lugar.

Francesco + Anna, um barco que marcou época.

Não tinha uma casinha no final da marina?

Alegria, alegria, depois de pular nos braços do pai.

Bloco 4, Bloco 3, Bloco 2...
mal dá pra ver o Bloco 1.

Desta vez não fomos até "a ilha".
Fica para a próxima.

1,2,3 e...
só para quem tem coragem.

O Pombal tá lá.

O homem-vegetal também.

A planta da vovó Jacy.

Pedro sob o olhar do Preto Velho.

Soleil, soleil...

O que você quer da vida?

Tem tubarão neste "mar"?

Minha lagoinha tá meio sofrida, mas...

corre corre

Quem precisa de interfone ou celular?!

Desce!

:-)

Campo de Taco.

Viu?! Com certeza são os anos 90!
Se fosse hoje em dia,
seria um MP3 na camiseta!!!

A mesma mesa,
o mesmo banco,
a mesma chave,
a mesma xícara...



domingo, 1 de outubro de 2017

Carrinho de compras

Bernardo, por ser segundo filho e do mesmo sexo do primeiro, acabou usando praticamente só heranças do irmão. Mas uma das poucas coisas que compramos especificamente para ele e que fizeram enorme sucesso foi este carrinho de compras.

Ele fica andando com o carrinho pela casa e jogando tudo o que vê pela frente dentro. Quase que diariamente, ao sair de casa, ele pega o carrinho. Aí entre um trabalho de convencimento para que ele deixe estacionado na portaria com o Manuel, pois senão é mais um item para cuidar na rua. Às vezes falha e ele acaba saindo todo fagueiro com o carrinho. E, claro, vamos até o destino escutando o quão fofo, lindo e demais é nosso pequeno ser.


E é mesmo. Muitas vezes, ele capricha no visual e se torna ainda mais irresistível. Mas o irmão não fica para trás e mesmo tendo perdido o appeal que paira sobre os bebês, ele acaba encantando com sua simpatia e educação. 

No dia da novidade, ele leva
 o carrinho para a creche. Olha a figura!

Dia em que o carrinho ficou na portaria,
mas saiu de colar e comendo biscoito de
arroz, amarradão! Porque o bolota vai
do biscoito de arroz ao brownie!


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Club Net


Quando a Bebel (uma amiga querida que ganhamos do Pedro J) sugeriu montarmos um grupo de crianças para o Club Net, o Duda ficou meio preocupado em se tratar de evangelização. Mas aderimos pelo fato da Bebel ser uma pessoa bastante consciente. E se a proposta era um grupo para trabalhar e reforçar valores, mesmo sendo uma atividade da igreja Católica, sabia que, como coordenadora, ela não sairia do foco.

Deixa até eu abrir um parêntese para esclarecer que não tenho problema com religiões de uma maneira geral, acho inclusive importante o Pedro ter contato com um número razoável de vertentes, para que ele possa livremente fazer sua escolha quando puder. O medo era ser um direcionamento mais firme de forma a não deixar margem para tal escolha futura. Acredito que a fé e a religião, se empregados de forma responsável e equilibrada, só fazem bem.  

Voltando ao ponto, quero dizer que o Club Net é uma proposta incrível. Todas as atividades, até hoje, foram muito bacanas e realmente plantaram uma semente no coração do nosso Pedrinho.

Ele vive falando coisas do tipo “Mamãe, olha o que o fulano falou. Ele não respeitou, né?”. Ou “eu tenho responsabilidade com a natureza, eu não vou desperdiçar água”.


Isto mostra como as crianças absorvem as informações, então acredito que devemos  “entulha-los” de coisas positivas e que ajudem a formar um indivíduo melhor. 

Nesta dinâmica o objetivo era reforçar a responsabilidade e
desenvolver a confiança. As crianças trabalharam em duplas.
Montamos uma cama de gato. Um ficava com o olho vendado e
tinha que confiar no amigo que ficou responsável por
atravessar-lo sem deixá-lo cair ou esbarrar nas linhas.
A dupla experimentou as duas posições. Foi divertidíssimo
e todos realizaram a tarefa com concentração e terminaram
orgulhosos com suas respectivas performances.
Aderimos ao 'Dia mundial da limpeza de praia'
pelo instituto Aqualung com uma equipe própria. 

Pedro e Alice (que duplaram neste dia)
tiraram o segundo lugar da equipe! E Pedro
ficou contanto tudo o que ele achou de errado
nas areias da praia. Aposto que vai começar
a distribuir bronca pela praia!

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

De volta às notícias!

Tem mais de um mês que não publicamos nada. Que terror! O tempo está voando e nossa vida, bem tumultuada. Mas vamos ao que interessa, vamos às novidades!

De agosto para cá, Bernardo soltou a língua em um grau inacreditável. Ele está falando absolutamente tudo, mas naquela versão baby que é deliciosa e arranca frequentes risadas. Principalmente quando junta a personalidade forte com o diálogo gestual... “mamãe, pra cá, pra cá, pra cá” e lá vão os quatro dedinhos juntos apenas separados do polegar, dançando da esquerda para a direta em ritmo.

Isto acontece toda vez que ele quer escolher o desenho no quarto dele e eu não deixo ele pegar o controle (um já foi pro saco!). Aí ele fica direcionando o que eu devo fazer para chegar ao título desejado.

Episódios como este se repetem quando ele quer pular sozinho da cama para o chão “prá lá, prá lá, bebê sozinho”, ou subir na bancada do quarto “lixenxa, bebê sozinho!”

O dedinho aponta quem vai dar o almoço, colocar sua roupa ou trocar a fralda. A palma da mão mostra onde devemos sentar ou colocar um livro, por exemplo. Atualmente, tudo acompanhado de uma bela e clara orientação. 

Ou seja, todo autoritário, explicado e independente. Aliás, muito independente. Quer fazer tudo sozinho. Figuraça! 

E mesmo sendo muitas vezes intenso e cansativo, temos que aproveitar, pois já já acaba. Dentro de mais alguns meses, o bebê dará lugar a um menino esperto e espero, ainda mais feliz.

Quando mamãe libera o controle, ele já se vira!

Só quer comer sozinho... 

Sobe em tudo... não dá para
tirar o olho um minuto!
Mas quando dorme, parece um anjinho.

E é tão lindo!


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Parkour

Sempre curti o Parkour, desde que ele começou sua história aqui no Brasil em torno de 2004 e ainda se chamava "Le Parkour". Apesar de ser fã da filosofia e esporte criados pelo francês David Belle, nunca havia me aventurado. Foi mais ou menos a mesma questão do grafite. Eu achava que já estava velho para me tornar grafiteiro e dizia que eu eu tivesse 15 anos agora, provavelmente sairia pelas ruas pintando a minha arte. Até que um dia fiz um "curso" que tratava-se justamente de grafitar um muro, na rua mesmo.

Não posso dizer que me tornei um grafiteiro, claro. Ainda acho que no alto dos meus 41 anos, dois filhos e com uma empresa para tocar, não vai rolar de sair de madrugada e ficar desenrolando com a PM porque quero expressar a minha arte nos muros do Rio de Janeiro. Mas sempre que posso faço algo aqui ou algo ali. Do mesmo jeito, não me vejo pulando muros no Aterro do Flamengo ou dando mortais na beira da praia. Mas continuo curtindo os movimentos, saltos e manobras do Parkour.

Aí vem aquela vozinha no fundo da mente dizendo "não vá se realizar através dos seus filhos, deixem que sigam seus próprios caminhos". Sim, faz sentido. Seria muita pressão para os pequenos se os pais resolvessem que eles deveriam realizar tudo aquilo que, por algum motivo, não fizemos em nosso tempo. Mas isso não me impediu de levar o Pedro na última aula de grafite e, querem saber? Foi o máximo. Sem pressão, sem delegação das realizações, simplesmente pai e filho pintando (com praticamente a mesma habilidade...rsrsrs) um muro com spray. Pedro adorou, eu adorei e fiquei todo orgulhoso. Mais ainda quando o moleque fez questão de ajudar, novamente com o spray, a pintar uma caixa para a festa dele. Ainda mais ainda quando percebi que ele fez questão de mostrar o "meu grafite" que estava na porta de sua festa para todo mundo dizendo "foi meu pai quem fez".

Daí, com esta vibe em mente, certo dia depois de assistir a um vídeo de Parkour me deparo com Pedro, pela infinita vez, pendurado e balançando nas alturas de um brinquedo do play. Não tem mais graça simplesmente subir correndo pelo escorregador. Legal é se pendurar de um lado para outro, descobrindo novos caminhos, descobrindo novos "percursos" (que, aliás, para quem não sabe é a tradução de parkour). O moleque, sem nunca ter ouvido a palavra parkour, instintivamente, estava repetindo vários movimentos que eu via nos vídeos. Então, antes que ele mesmo caísse, a ficha caiu. Se o que o Pedro mais gosta na vida é correr, pular, escalar, pendurar e se equilibrar, por que não procurar um curso de Parkour para ele?

E assim, pesquisando, descobrimos que havia um espaço de parkour a menos de 10 minutos (correndo e pulando obstáculos) de nossa casa. Pesquisei na internet, ligamos, perguntamos, questionamos e fui vistoriar sem a presença do pequeno para ver se era sério, se era legal. Passando em todos os testes, levamos Pedro para uma aula experimental na semana passada. Adivinham o que aconteceu? Pedro simplesmente a-d-o-r-o-u. A academia fica dentro de uma escola e Pedro gostou tanto que saiu querendo estudar naquela escola!

Mas, além dele ter gostado, descobrimos que a experiência tem tudo para ser muito mais legal do que esperávamos. Isso porque o Parkour não é apenas correr, pular, escalar, pendurar e se equilibrar. Parkour trata-se de conhecer o seu corpo, começa com alongamento, requer concentração, calma e cuidado. Pedro acompanhou direitinho o aquecimento e o alongamento, algo que ele nunca havia feito na vida! Por várias vezes foi chamado pelo professor a respirar fundo, desacelerar o coração, olhar aquilo que estava fazendo. Para nós, parecia um sonho ver o moleque se concentrando no próximo salto!

A vozinha ainda insiste: "não vá se realizar através dos seus filhos", mas a verdade é que foi só ver ele participando da aula, ouvir o professor explicando ao Pedro que ele agora faz parkour e ouvi-lo repetir várias vezes esta semana a palavrinha "parkour", já incorporada ao seu vocabulário, que já estou plenamente realizado. E para aqueles que faziam piada me imaginando jogando bola com meu filho, eu digo: que se dane o futebol, daqui a uns meses olhem para cima que é capaz de vocês verem pai e filho saltando de um lado para o outro. :-)

Beijos, papai-traceur



terça-feira, 15 de agosto de 2017

Bii...qué...nhão...ucããnuuu...chão...bebechão, bebechão...papaiqui

Nosso moleque bochecha está naquela fase maravilhosa e divertidíssima em que começa a falar, até juntando mais de uma palavrinha, e só quem entende somos nós, os pais. É muito engraçado porque parece que eles simplesmente estabeleceram um jeito novo de falar e que nós estamos correndo atrás para entender e deixar a comunicação se estabelecer.

Antes de ser pai eu achava incrível quando uma criança vinha falando "oichiotubecoxstãotadi" e os pais simplesmente traduziam "ele está perguntando como vocês estão e dizendo que estava com saudades". Eu ficava na dúvida entre achar que se tratava de comunicação telepática (desenvolvida em segredo na Nasa dos anos 70) ou simplesmente os pais fazendo força para acreditar que seus filhos estavam soltando a língua.

Depois veio o Pedro com suas músicas recheadas de personagens e os desenhos de Cacanhomono. Quase ninguém entendia o que o moleque cabeça falava, mas com a gente ele batia altos papos. Quando tinha alguém perto, bastava traduzir do nosso idioma-próprio-familiar para o português. Com o Bernardo não tem sido diferente. O moleque começou a soltar uma palavrinha aqui ("nhão") e outra ali ("nhããããão"), mas agora já começa a completar frases.

Tipo "bebemamamá" quer dizer "O Bernardo quer mais leite". Aí você pergunta (às 5:45h da manhã) "Quer mais meu amor" e ele responde "qué". "Tem certeza, de novo?"... "ovo". Hoje de manhã, por exemplo (foi plantão da mamãe 😂 ), acordei e já o encontrei pronto para a natação: "Papai, tau-tau, água" ("Papai, bom dia, estou morrendo de saudade de você, mas já estou pronto para a natação, tchau, tchau"). No caminho da escola: "áqua....peixiiiiiiiiii...arça" ("Vamos passar no rio para ver os peixes e a garça").

A assim vamos caminhando e conversando felizes da vida.

Beijos do ex-tataí-agora-papaiê

P.S.: não entendeu o título do post? Ora ora, lamentável. Aí vai:

Bê: "Bom dia papai, acorda que eu quero subir aqui no móvel para escolher o meu DVD" ("Bii")
Zumbi-que-precisa-de-alguns-minutos-para-virar-o-papai: "Oi meu amor, já acordou? Quer subir aí, já?"
Bê: "Já acordei pai, já passam das 5:40h, pelo-amor-de-Deus, levanta logo que eu quero subir aqui" ("qué")
Aquele-que-levanta-com-o-corpo-estalando-mais-que-bambu-no-vento-pela-noite-mal-dormida: "Pronto Bê, quer assistir o Patati-Patatá?"
Bê: "Não pai, ontem eu vi mais de 15 vezes, hoje quero começar pelo Bebê Mais que tem o tucano" ("ucããnuuuu")
Do-nariz-de-chafariz-porque-ficou-sem-coberta-a-noite-toda: "Ah tá bom, me dá aqui que eu coloco pra você"
Bê: "Não precisa, tá pensando que eu não sei colocar o DVD, só me tira daqui e me coloca no chão, por favor" ("chão")
Com-dificuldade-de-raciocínio: "Me dá que eu coloco meu amorzinho"
Bê: "Eu já disse que eu mesmo coloco, basta me colocar no chão!" ("bebechão, bebechão")
Começando-a-acordar: "Ah tá, você mesmo coloca, tá bom".
Bê (depois de colocar o DVD, fechar a tampa, apertar o play e correr para a cama): "Pronto pai, agora senta aqui para ver comigo" ("papaiqui").

Viram, fácil.



sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A crise

Estamos vivendo um momento realmente complicado em nosso país. E já estamos neste decrescente há uns 2 anos, infelizmente. A crise afetou milhares de brasileiros financeiramente e arrisco dizer que emocionalmente, já que é triste ver determinadas atitudes e as duras consequências delas.

Posso dizer que faço parte deste grupo de ambas as formas, mas estranhamente, o proveito que estou tirando deste momento está me deixando feliz. Tudo bem que não estou passando nem perto do que muitas pessoas estão.

Fato é que estou tendo a oportunidade de curtir mais com os pequenos - consigo pegar Bernardo na creche, pegar Pedro na escola para almoçar ou leva-lo ao aquário numa manhã de sexta - estou amando trabalhar em um instituto e contribuir com a saúde do nosso planeta, fazendo realmente alguma diferença para o mundo. Estou me reinventando de uma forma que me traz satisfação e acho que me tornei uma pessoa melhor e mais consciente com tudo isso.

Minha maior torcida? Para que este outro lado que está surgindo cresça e deslanche antes do mercado voltar para eu tomar coragem de virar o jogo de vez e iniciar uma nova boa fase da minha vida. 

E papai neste dia estava em home office também!
Pedro ficou tão tão feliz.
Pedro e JP no AquaRio. 

E como JP pediu paraa  mãe para tirar uma semana de férias e
apareceu algo do qual ela não pode fugir justo no último dia,
ainda pude me dar ao luxo de ficar com ele o dia todo e livra-lo
de ir para a escola justo no último dia de suas "férias".